Ícone do site Tribuna de Minas

Luzes em muitas cidades

com grande producao ozon e considerado um dos principais diretores do cinema contemporaneo frances

com-grande-producao-ozon-e-considerado-um-dos-principais-diretores-do-cinema-contemporaneo-frances

Com grande produção, Ozon é considerado um dos principais diretores do cinema contemporâneo francês
PUBLICIDADE

Com grande produção, Ozon é considerado um dos principais diretores do cinema contemporâneo francês

PUBLICIDADE

Catherine Deneuve protagoniza a comédia dramática “Potiche”, de Ozon, que o Luzes da Cidade apresenta em São Paulo

A ideia de focar numa produção de estreia conferia originalidade e ineditismo ao projeto. Pouco a pouco, o Primeiro Plano – Festival de Cinema de Juiz de Fora e Mercocidades foi encontrando seu espaço na agenda cinematográfica do país, ganhando respeito e servindo como porto para produções que, mais tarde, se mostrariam marcantes. Iluminando o novo, o Luzes da Cidade, grupo que reúne cinéfilos e produtores culturais desde 1993, encontrou fôlego para cruzar as fronteiras do interior. Há dois anos, observa o novo nos temas das mostras que realiza, grande parte delas com patrocínio da Caixa Cultural.

A primeira foi sobre personagens homossexuais, depois sobre multiculturalismo e, na sequência, a produção atual chilena. Em 2015, o passo foi ainda mais ousado, com a Mostra New Queer em cinco cidades brasileiras. Em março deste ano, volta-se à cinematografia contemporânea do México e, ao longo de 2016, produzirá mais três mostras. Entre as atividades, resta espaço para a criação. “Também fazemos a produção de curtas-metragens”, aponta Marília Lima, integrante do grupo desde 2012 e diretora de “Minas Hotel”, trabalho que finaliza com o patrocínio do edital Filme em Minas.

PUBLICIDADE

Provocações de um francês

François Ozon não é mais um jovem, tem 48 anos. E também não acaba de se lançar no cinema francês, já que conta, em sua filmografia, com 15 longas e 17 curtas-metragens. Mas é novo. Representa a cinematografia contemporânea da França. E, por isso, o Luzes da Cidade se volta para sua produção na Mostra Ozon, em cartaz até 2 de março, na Caixa Belas Artes, na Rua da Consolação, em São Paulo. “Ozon consegue representar a tradição francesa de lançar diretores autorais”, comenta Marília Lima, curadora do evento.

“Acredito que sua importância está na maneira autoral de trabalhar a linguagem cinematográfica, uma forma plural de absorver outras artes como o teatro, a música e a literatura. Um diálogo que faz seus filmes ganharem novos olhares. Por mais diversos que se mostrem, têm em comum a maestria de um autor que sabe lidar com todos os elementos cinematográficos para criar um ambiente narrativo”, pontua Marília. “Cada filme do Ozon é uma nova experiência para o espectador.”

PUBLICIDADE

Diretor de “8 mulheres” e “Potiche”, Ozon provoca pelo riso e também pelo escárnio. “Um olhar provocante, um narrador que incomoda o espectador, tanto em relação aos temas que trabalha (principalmente em torno da família), como na maneira de mostrar esses temas. Em cada filme, o narrador nos provoca, quebrando a expectativa que criamos com os personagens e com a narrativa”, analisa a curadora, natural de Poços de Caldas, formada em jornalismo e mestra em Comunicação Social pela UFJF.

Por uma cena na telona

No catálogo na Mostra Ozon, quatro dos textos que comentam os longas do cineasta francês são assinados por estudiosos da UFJF. Nos créditos, além de integrantes do Luzes da Cidade, muitos deles egressos da Faculdade de Comunicação Social da universidade, o Inhamis Studio assina o projeto gráfico, o web designer e a vinheta do evento. Para além das mostras, e do Primeiro Plano, o grupo também produz filmes. Tudo para criar uma cena, missão primeira dos que escolheram o cinema em todas as suas esferas, da criação à fruição e divulgação.

PUBLICIDADE

“No início, o Luzes produzia oficinas, cineclubes, debates e até lançamentos de livros. Com a criação do Primeiro Plano, em 2002, o festival passou a ser a principal atividade”, conta Marília, que prepara a nova edição do evento cujas 13 edições contabilizam mais de 70 mil espectadores. “Estamos na pré-produção, captando recursos para a realização. Vamos em breve abrir para inscrições de curtas”, diz. Com uma logomarca nova, de olho no hoje da tela grande e cosmopolita sem com isso perder o norte de Juiz de Fora, o Luzes da Cidade parece mais aceso que nunca.

Sair da versão mobile