No início desse ano, consegui uma semana de férias e parti com minha namorada rumo a Montevidéu. A capital do Uruguai não é uma grande cidade, e três ou quatro dias são mais que suficientes para conhecer todas suas as atrações.
Ao andar pela cidade, fica a impressão de que a economia do país não anda muito bem das pernas há algum tempo, a maioria das construções é antiga e em estado de conservação não muito bom. Os preços no Uruguai não são muito diferentes dos praticados no Brasil, portanto, definitivamente não é um paraíso para compras.
Os pontos turísticos obrigatórios da cidade são o Estádio Centenário, palco da primeira final de Copa do Mundo, e o seu museu do Futebol; a orla de Pocitos, que parece uma miniatura de Copacabana, apesar da coloração da água não ser das mais bonitas; a Bodega Bouza, com sua vinícola, restaurante, coleção de carros antigos e degustação de vinhos de alta qualidade; e a Praça da Independência, localizada no final da Avenida 18 de Julho (principal da cidade) e cercada de atrações e monumentos, como Palácio Salvo, Teatro Solis, Ciudad Vieja (a parte antiga de Montevidéu) e Museu Torres Garcia.
A gastronomia uruguaia é um capítulo à parte. Lá comi os melhores cortes de carne da minha vida. Qualquer botequim serve um delicioso baby beef, ojo de beef ou bife de lomo. O doce de leite também é sensacional. Os melhores restaurantes são o La Perdiz, o restaurante da Bodega Bouza e o El Palanque, este último localizado no Mercado del Puerto, em Ciudad Vieja. O Mercado del Puerto é um complexo de restaurantes especializados em parillas, o churrasco uruguaio. A bebida típica do lugar é o medio-medio, uma deliciosa mistura de espumante e vinho branco servida gelada e que também pode ser encontrada em outros lugares da cidade.
Caso haja tempo disponível, vale a pena um bate e volta a Colonia del Sacramento, cidade histórica fundada por portugueses, localizada a 180km de Montevidéu, e um fim de semana em Punta del Este, famoso balneário uruguaio a 120km da capital.
