Eles saíram da Lapa, mas a Lapa não sai deles. Levando para o Brasil e o mundo o autêntico samba do bairro mais malandro do Rio de Janeiro, o Casuarina faz parada em Juiz de Fora, em sua turnê de pré-carnaval, apresentando gravações inéditas do DVD Casuarina – 10 anos de Lapa, que será lançado ainda no primeiro semestre e inclui clássicos como Eu quero botar meu bloco na rua (Sérgio Sampaio), Lapinha ( Baden Powell e Paulo César Pinheiro) e um divertido pot-pourri com composições de mestres como Noel Rosa e João Nogueira.Desde o início, nos propusemos a ser um grupo de samba e é isso que fazemos e faremos, mas temos influências diversas de outros gêneros, como a soul music, a black music, o rock, e isso é um diferencial, conta o vocalista do grupo, Gabriel Azevedo.
Esquentando os tambores para a festa de Momo, o quinteto, que tem, ao lado de Gabriel, Daniel Montes (violão de 7 cordas), João Cavalcanti (tam-tam e voz), João Fernando(bandolim e vocais) e Rafael Freire (cavaquinho e vocais), lança no Rio uma nova temporada da roda de samba do Casuarina e convidados, nos dias 29 de janeiro e 2 de fevereiro. A roda de samba é uma grande instituição, uma das caras fortes do samba. Do espírito de improviso, surgem muitas composições. Além disso, é uma maneira de o público fazer parte da apresentação, muitas músicas são puxadas pela plateia, que é um coro de apoio, conta Gabriel.
Entre 2006 e 2008, o projeto reuniu grandes bambas e artistas ligados a outros gêneros, dando origem ao DVD MTV apresenta: Casuarina, e reuniu grandes bambas e artistas de outros gêneros musicais. Tivemos a participação de Alcione, de várias velhas guardas de escolas e outros ícones do samba, mas também chamamos pessoas que flertam de alguma forma com o samba, como Gabriel, o Pensador, Leila Pinheiro, Sandra de Sá… Na verdade, acho que o samba é a grande matriz da música brasileira, então qualquer outro ritmo nacional bebe em sua fonte de uma forma ou de outra, opina Gabriel.
De volta ao Cultural neste sábado, o vocalista fala sobre a forte veia sambista de Juiz de Fora, algo que sempre fez com que o Casuarina se sentisse em casa. Juiz de Fora foi uma das primeiras cidades em que nos apresentamos fora do Rio, e, desde o primeiro show, a recepção do público foi muito calorosa, com casa cheia e o repertório na ponta da língua, ficamos surpresos! Para nós, a cidade é uma segunda casa mesmo, onde vemos que há um movimento local muito forte do samba.
