Sempre presente na Festa Country, O Rappa está de volta à cidade para fechar a noite de hoje, depois da banda Jota Quest. Amanhã é a vez de Gusttavo Lima. Desde o final do ano passado, O Rappa vem rodando o país com a turnê do trabalho mais recente Rappa – Ao vivo, gravado na Favela da Rocinha, no Rio de Janeiro. Sempre somos bem recebidos em Juiz de Fora, quanto mais a galera grita, mais a banda se empolga. Essa troca funcionou e gerou momentos especiais, comentou o guitarrista da banda, Xandão, em entrevista à Tribuna, por e-mail.
Para este ano, o grupo está longe de se acomodar. Além de Xandão, integram a banda o vocalista Falcão, Marcelo Lobato (bateria) e Lauro Farias (baixo). Paralelamente à turnê, a banda segue em estúdio para lançar um novo trabalho ainda em 2012. Entre as apresentações, a banda reserva a agenda para novas experimentações em estúdio, restabelecendo o processo criativo e misturas de ritmos característicos do grupo.
Tribuna – Para este ano vocês planejam um novo álbum. Que diretriz pretendem seguir?
Xandão – O Rappa tem um jeito próprio de fazer seus discos, sem pressa. Estamos em um momento de conhecer o material que cada um produziu, para depois lapidarmos cada música. Por essa razão, não há bem uma diretriz, mas um jeito de fazer sendo colocado em prática. Isso acontece entre os shows, na estrada, e já deu sinal de que temos material muito bom para o próximo disco.
– Vocês têm uma relação muito próxima com as comunidades cariocas, muitas como a Rocinha, que recebeu uma Unidade de Polícia Pacificadora (UPP). Como você avalia o projeto das unidades?
– A instalação das UPPs é um passo importante, mas só essa iniciativa não irá resolver o problema. Como toda periferia, as comunidades cariocas sofrem com diversas ausências do Estado. Quando quem morar nessas áreas contar com serviços públicos de qualidade (saúde, educação), aí sim estaremos mais próximos de uma solução para o problema da violência.
– Na Rocinha, inclusive, vocês gravaram um álbum. Como foi a gravação e o que vocês pretendiam com o projeto?
– O Falcão (vocalista da banda) costuma dizer que ou abria a noite ou tomava a saideira por lá. Foi dessa receptividade que surgiu a vontade de fazer um show na Rocinha, lugar que nos inspirou em diversos momentos da nossa carreira e que, de uma certa maneira, já fazia parte até das letras que fizemos. A gravação foi uma noite especial. O lugar, que era uma garagem de ônibus e não existe mais, estava lotado, tinha gente em janelas pelo morro, em lajes.
– Com a apresentação no festival Lollapalooza em abril, vocês foram chamados para a versão americana do evento. Como receberam o convite e o que pretendem apresentar nos Estados Unidos?
– Foi uma baita notícia saber que tocaríamos no Lollapalooza. Mas ficamos ainda mais felizes por tocar no mesmo dia que o Black Sabbath! Estamos felizes por poder levar o nosso som para um novo público e por voltar para as turnês internacionais. Basicamente, levaremos o show que está em turnê pelo Brasil e mais uma ou outra surpresa. O legal disso tudo é que estamos trabalhando essas surpresas durante a turnê.
FESTA COUNTRY
Hoje, às 21h30, rodeio. Às 22h30, início dos shows. Palco Energia: Edie, Dj Morango e Ultravolts. Palco Brasil: Jota Quest, O Rappa
Parque de Exposição
