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A morte que encanta

cintia brugiolo kadu mauad e carolina tagliat dao vida e voz a textos da literatura nacional e internacional eduardo venanciodivulgacao

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Cintia Brugiolo, Kadu Mauad e Carolina Tagliat dão vida e voz a textos da literatura nacional e internacional (Eduardo Venâncio/Divulgação)
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Cintia Brugiolo, Kadu Mauad e Carolina Tagliat dão vida e voz a textos da literatura nacional e internacional (Eduardo Venâncio/Divulgação)

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Morra de ri ou morra de medo, só não morra de tédio. No repertório do espetáculo “Contos de malassombro”, que a companhia Contaê Histórias estreia neste sábado, a morte surge como tema que resulta em riso solto ou tenso, em nuances diversas e angulações criativas. Apresentada no Centro Cultural Bernardo Mascarenhas, nos dias 24, 25 e 31 de outubro e 1º de novembro, às 17h30, a montagem é financiada pela Lei Murilo Mendes e reúne contos e músicas para falar, segundo o grupo, de um assunto que, ao mesmo tempo em que é evitado, é inevitável. “Tudo o que é vivo morre”, diz, suspirando, o personagem João Grilo, de “O auto da compadecida”, do escritor Ariano Suassuna, um dos autores cujos trechos compõem a contação. Entre o erudito e o popular, Carolina Tagliati, Cintia Brugiolo e Kadu Mauad dão vida e voz a textos de Ricardo Azevedo, Angela-Lago e da Nobel polonesa Wislawa Szymborska, além de anedotas e trechos de Machado de Assis e Jorge Amado.

“A morte é negra, ninguém escapa/ nem o rei, nem o rico, nem o rapa”, cantam os atores, em cena, a música de Umberto Silva e Luiz Mergulhão, que também dialoga com “Existirmos: a que será que se destina?”, da canção “Cajuína”, de Caetano Veloso. Do regionalismo ao clássico do samba Noel Rosa, passando pela criação dos compositores locais Kadu Mauad e Bia Nascimento, o espetáculo também confirma a forte presença da morte no cancioneiro brasileiro, que vai da tragédia à comédia em diferentes tons. Ao levar crianças e adultos a refletirem sobre o espinhoso assunto do fim, “Contos de malassombro” sugere repensar, primordialmente, o caminho.

CONTOS DE MALASSOMBRO

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Dias 24, 25 e 31 de outubro e 1º de novembro, às 17h30

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No Centro Cultural Bernardo Mascarenhas

(Av. Getúlio Vargas 200 – Centro)

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