O Miss Brasil Gay elegeu pela primeira vez um representante do estado do Pará como o mais belo transformista do país. O concurso aconteceu em Juiz de Fora no último sábado (22), em uma edição especial que celebrou seus 50 anos.
Chiquinho Mota, idealizador do evento, ocupou seu espaço de honra no júri e ainda foi ovacionado pela plateia do Terrazzo quando subiu ao palco, ao lado de sua sobrinha, Mirelle Mota, e de André Pavam, diretor artístico.
Allessa Paes foi unanimidade na plateia. Tanto no traje típico quanto no de gala, a candidata do Pará recebeu fortes aplausos do público. Na fase que avaliou a oratória, ela também se destacou e falou sobre a importância do evento para a comunidade LGBTQIA+.
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Allessa quer fazer a diferença
Em entrevista após ser coroada, Allessa afirmou que sempre quis fazer história, principalmente porque seu estado lutou muito para ser reconhecido no concurso. “É uma gratidão enorme. Não dá para mensurar em palavras o quanto isso significa.”
Além disso, a atual Miss Brasil Gay disse que a faixa é uma demonstração de que é possível, sim, sonhar, independentemente de onde se vem. “Ocupar esse espaço é dizer para tantas outras que elas também podem sonhar.”
Sobre sua história, Allessa contou que é transformista há mais de 14 anos. “Essa arte me fez descobrir quem eu sou, me aceitar e faz parte das minhas conquistas.” Em 2018, esse sonho ficou ainda mais próximo quando Allessa assistiu à coroação da miss do seu estado.
“Mas eu não tinha coragem, até ter o apoio de pessoas. Hoje, eu estou aqui, provando que nunca podemos colocar um limite nos nossos sonhos.” Allessa acredita ainda que esse título tem potencial para fazer diferença na vida de outras pessoas, principalmente na vida da comunidade LGBTQIA+.
Júri e performances do Miss Brasil Gay
Nesta edição especial do Miss Brasil Gay, o júri recebeu celebridades como Viviane Araújo, David Brazil, Joel Divo, Pri Helena e Michelly X, estilista de nomes como Xuxa e Ivete Sangalo e vencedora do concurso em 2000.
Como de costume, durante as trocas de roupa das misses, performances ocuparam o palco do Miss Brasil Gay. As apresentações animaram o público. TiTiago, artista de Juiz de Fora, fez uma homenagem a Xuxa, com direito a nave e muitos aplausos.
Misses vencedoras de outras edições também desfilaram e foram coroadas pela Mademoiselle Debret, personagem criada por Chiquinho Mota. Para celebrar os 50 anos, o evento ainda contou com o tradicional parabéns e um bolo comemorativo.

