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Museu recebe cerca de 20 visitantes no 1º dia

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Todas as peças da mostra, entre esculturas, bustos, moldes de gesso, maquetes, placas e outros objetos, permanecerão até 1º de setembro sem textos explicativos, e algumas sem informações como autoria, período em que foi criada, material etc. De acordo com Douglas, essa opção por ausência de legendas e texto curatorial é uma experiência que tem por objetivo instigar no observador uma percepção individual dos trabalhos, sem interferências externas – questão que estaria sendo discutida em diversos museus. “É uma oportunidade de sair do campo do concreto para o prático”, explica.A Galeria Maria Amália, integrante do complexo do Museu Mariano Procópio, teve movimento tranquilo na tarde desta terça-feira, dia de abertura da exposição “Esplendor das formas – Esculturas do Museu Mariano Procópio”, a primeira realizada na instituição desde 2008, quando o local foi fechado para reformas. Segundo o diretor do museu, Douglas Fasolato, cerca de 20 pessoas visitaram a galeria, podendo conferir cerca de 200 obras que fazem parte do acervo permanente do Mariano Procópio.

Para o historiador Sérgio Augusto, um dos responsáveis pela restauração de peças no museu, essa experiência dá mais liberdade para o público interpretar as obras e interagir com elas. “A tendência é voltar ao objeto e à sua interpretação em si”, acredita.

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Independentemente do “desafio” apresentado aos visitantes, boa parte das poucas pessoas que estiveram no museu aproveitou para reencontrar – mesmo que ainda parcialmente, pois a Villa continua fechada para reformas – um local que fazia parte da infância e adolescência. Este foi o caso das irmãs Tamyris Souza e Daniele Alves. “Esta foi uma oportunidade de voltar a um local que eu frequentava na infância, me lembro de vir ao parque com a família”, diz Tamyris, que atualmente mora no Rio de Janeiro e aproveitou as férias para visitar o museu logo em sua reabertura parcial.

Ainda morando na cidade, Daniele carrega na memória a fonte que fica em frente ao edifício Mariano Procópio e as roupas de Dom Pedro II que continuam sob os cuidados da instituição. “Eu me lembro do cheiro de coisa antiga, guardada, que havia por aqui, até o som das tábuas rangendo”, diz, acrescentando que a volta das exposições é importante por ajudar a conhecer nosso passado. “São nossas raízes, e as escolas, hoje, pouco ou nada falam a respeito do Mariano Procópio.”

Quanto à proposta do museu de não apresentar texto curatorial, Thamyris considera instigante, mas acredita que as legendas podem ajudar o museu a passar uma melhor ideia da exposição.

Quem também aproveitou para visitar a Galeria Maria Amália nesta terça-feira foi a família de Leonardo Cassiano da Silva. Ele veio com a esposa Leiliane e a filha Nicole de Três Rios (RJ). Leonardo diz que costumava frequentar o parque do museu na adolescência e, ao saber pela internet da reabertura parcial, decidiu levar a família. “A exposição é rica pelos detalhes que podemos observar em cada obra, e a ausência de textos serve como incentivo para pesquisarmos sobre ela”, elogia. Leiliane diz que gosta de oferecer novas opções culturais para a filha. Com a euforia pela novidade típica de quem tem 7 anos de idade, Nicole diz ter achado a exposição “muito bonita” e elegeu como o trabalho que mais chamou sua atenção uma maquete desenvolvida na época da construção do Cristo Redentor.

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O juiz-forano Felipe Corrêa pode ser considerado um assíduo frequentador do Mariano Procópio. Morando perto do museu, o mestrando em história da arte pela paulista Unicamp realizou diversas visitas à instituição durante a época de graduação, ainda pela UFJF, assim como para acompanhar o serviço de restauração e para pesquisar o seu tema do mestrado, a pintura “Tarde na Holanda” (1886-1889), de Willem Roelofs, parte do acervo. “Agora o público pode voltar a ter um contato maior com o museu graças a esse espaço expositor, que inclusive está exibindo peças que muitos provavelmente jamais viram. É a hora de as pessoas redescobrirem o Mariano Procópio e seu acervo.”

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