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Banda Tarantina lança novo álbum ‘Terra transe’ com show no Maquinaria

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Banda Tarantina se apresenta nesta sexta no Maquinaria. (Foto: Divulgação)

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Formada em Juiz de Fora, em 2016, e conhecida por suas fortes influências cinematográficas, a banda de rock instrumental Tarantina lança seu quarto álbum com um show no Maquinaria nesta sexta-feira (29), às 20h. O grupo, atualmente formado por Janderson Casanova (guitarra e fundador), Tito Schmidt (baixo) e Tierez Oliveira (bateria), reforça sua proposta de experimentação e voz ativa no cenário musical.

Intitulado Terra Transe, o novo trabalho marca uma mudança simbólica de referência: da estética pop e vibrante de Quentin Tarantino para o cinema revolucionário de Glauber Rocha. “O Glauber sempre foi um contestador, um artista que subverteu a ordem. Esse álbum é um reflexo dessa energia. A arte também precisa ser contestadora”, afirma Casanova.

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Um disco orgânico e uma banda mais madura

Capa foi registrada em Rio das Ostras mostrando a influência dos Blues e Jazz (Foto: Divulgação)

Gravado de forma direta e sem recursos tecnológicos de edição, “Terra transe” é, para Casanova, o retrato de uma banda que amadureceu. “Gravamos da maneira mais orgânica possível. Nenhum efeito artificial, nenhum curativo digital. É o som cru do power trio, como tocamos ao vivo. Isso é evolução porque é verdadeiro”, explica o guitarrista.

A própria trajetória da Tarantina inspira o disco. “Ele resume todos os altos e baixos que passamos como músicos e como banda, além das perdas que o setor cultural sofreu com a pandemia. É o nascimento de um período pós-pandêmico e, talvez, de uma nova possibilidade para o contexto autoral na cidade.”

Com uma discografia que sempre flertou com temas políticos, a banda mantém sua essência em faixas como “Gaza”, inspirada na crise humanitária no Oriente Médio. “Saiu muito no tom de indignação e tristeza. Essas duas palavras resumem Gaza”, afirma Casanova.

Ele lembra que a postura engajada acompanha o grupo desde o início. “No segundo álbum já tínhamos Salvador Allende, uma homenagem ao líder chileno como foco de resistência em um período de opressão. Glauber Rocha, no cinema, foi isso também.”

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Além das referências cinematográficas a Glauber Rocha, Tarantino, e ao cinema iraniano e argentino – este último inspiração para “Pasternak”, baseada no filme “Relatos selvagens” -, o blues, o jazz e experiências em festivais como o Rio das Ostras Jazz & Blues também influenciam o som do grupo.

Rock instrumental como experiência

Para a Tarantina, o instrumental é mais que um gênero: é uma forma de liberdade criativa. “A música instrumental dá ao ouvinte a chance de criar sua própria história, sem uma letra que determine seus pensamentos. Isso tira o público da zona de conforto e pode até provocar um transe mental”, reflete Casanova.

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Ele reconhece que o espaço para o rock instrumental no Brasil é restrito e ainda mais fragmentado quando se trata de música autoral. “É segmentado, mas não desanima. Pelo contrário, é um convite para explorar. Queremos levar nosso som a festivais que valorizem a cena local e a música instrumental.”

No show de lançamento, Casanova explica que o público pode esperar energia e intensidade. O repertório inclui 15 músicas, sendo 13 autorais, além de releituras de Led Zeppelin e Rolling Stones – marcas registradas nas apresentações da banda. “É uma experiência diferente ao vivo, visceral. É a essência da Tarantina”, resume o guitarrista.

*Estagiária sob a supervisão da editora Gracielle Nocelli

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