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Revisitando técnicas esquecidas

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Para ser fiel às sonoridades instrumentais ouvidas no período Barroco, é preciso recuperar uma técnica quase perdida, esquecida por anos. Nesta noite, Luís Otávio Santos, diretor artístico do 24º Festival Internacional de Música Colonial Brasileira e Música Antiga, levará ao público da Igreja do Rosário suas pesquisas e sensibilidade em um concerto solo de violino barroco.

"O violino nasceu no início do Barroco e é um dos instrumentos que melhor representa o período", observa o violinista. "Ao longo do tempo, ele foi se transformando para se adaptar às tendências musicais de cada época." As diversas modificações sofridas, que conferiram ao instrumento maior gama de notas, estabilidade de afinação e projeção e sustentação de som, por outro lado, também culminaram em significativas perdas da riqueza harmônica. "Não só os sons mudam, mas a forma de tocar também se transforma substancialmente. Por isso é tão difícil recuperar essa técnica", completa Santos.

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Com vasto currículo internacional, Luís Otávio Santos lidera grupos na Europa, tais como Ricercar Consort (dirigido por Philippe Pierlot), Le Concert Français (dirigido por Pierre Hantai), Nederlandse Bachverening (dirigido por Gustav Leonhardt) e Den Haag Baroque Orchestra. Além dos trabalhos desenvolvidos no Pró-Música, é coordenador e professor do Núcleo de Música Antiga da Emesp – Tom Jobim. Conciliar as atividades já é algo rotineiro ao instrumentista. "Minha vida como solista sempre foi assim, ora aqui, ora lá fora." Os contatos e a bagagem da carreira foram sendo trazidos à cidade e incorporados ao Festival de Música Antiga ao longo de seus mais de 20 anos. "O festival acaba sendo um reflexo de tudo isso."

Outro desafio à apresentação de desta quarta-feira (24) diz respeito ao programa escolhido pelo músico, "Sonatas e partidas", com peças de Johann Sebastian Bach. As composições interpretadas sem acompanhamento são consideradas por Santos como das mais difíceis da história violinística. Por cerca de uma hora, o violinista explorará sozinho as possibilidades dos timbres de uma orquestra completa. "São raros os momentos de fôlego. A famosa ‘Ciaccona’ dura 15 minutos. Essa complexidade fará do concerto um momento especial", avalia.

 

LUÍS OTÁVIO SANTOS – SOLO DE VIOLINO BARROCO

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Quarta-feira, às 20h30

 Igreja do Rosário

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(Rua Santos Dumont 215 – Granbery)

 

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