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Diário de bordo

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O que você já deve ter ouvido sobre Praga é verdade – de fato, é um dos lugares mais lindos que eu já conheci. Estive em Praga em plena primavera, para participar de um congresso, e me hospedei na Ilha de Kampa para ficar mais perto do evento. A localização foi uma grata surpresa – a ilha é charmosa, abriga um museu, alguns hotéis e restaurantes, e fica abaixo da Ponte Carlos – sob o rio Moldava – que liga a região de Malá Strana à Cidade Velha e é conhecida por suas três torres e pelas 30 estátuas construídas nos séculos XV e XVI por artistas boêmios. A Ponte Carlos é linda e foi o ponto de partida de quase todos os passeios.

As belezas de Praga não cabem no espaço do texto. Por isso, destaco apenas os passeios que mais gostei: Cidade Antiga e a Catedral de São Vito, no Castelo de Praga. A Cidade Antiga é a região mais famosa e reúne, em sua praça principal, monumentos como a Tyn Church, do século XIV, e o relógio astronômico medieval – em frente ao qual, de hora em hora, as pessoas se reúnem para assistir à caminhada dos apóstolos. Bem perto dessa praça, fica o quarteirão judeu, uma região preservada durante a invasão nazista. Conta-se que os nazistas pretendiam fazer um museu da raça extinta e, por isso, não destruíram o patrimônio judeu. As construções históricas incluem seis sinagogas – uma delas transformada em memorial para as vítimas do Holocausto – e o antigo cemitério judeu. Essa região também chama a atenção pelas belas lojas de artigos de luxo, harmoniosamente instaladas em prédios antigos.

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Já a visita ao Castelo de Praga e à Catedral de São Vito dura quase um dia inteiro. O castelo é a sede da presidência e possui vários pátios e jardins, além da curiosa travessa de ouro, pequena alameda de casas do século XV que integram o complexo do castelo – o escritor Franz Kafka foi um dos célebres moradores da travessa no século XX. Mas o grande destaque é a Catedral de São Vito, visível de vários pontos da cidade e ainda mais impressionante de perto. Abriga relíquias do império boêmio, belíssimos vitrais coloridos, muitas pedras e metais preciosos incrustados nas paredes, capelas e monumentos em homenagem a santos, reis e figuras célebres da história de Praga.

Em maio, o clima estava perfeito para o tipo de turismo que mais gosto, que é caminhar pela cidade com um mapa nas mãos para conhecer um pouco mais do que apenas pontos turísticos. O que mais me encantou foram torres, cúpulas e pináculos, que se destacam em qualquer lugar da cidade. Uma dica para ver a linha do céu de Praga em 360 graus é subir na torre mais alta da Igreja de São Nicolau, em Malá Strana. São mais de 200 degraus, mas vale o esforço. Em cada lado da torre, há pequenas placas explicando quais são os monumentos de cada pináculo que você vê no horizonte. Depois da subida, basta comer um trdelník – deliciosa massa doce vendida em barracas de rua – para recuperar as energias.

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