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Dança por todo canto

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Nesta semana, Juiz de Fora vai respirar dança. Começa amanhã o 4º Festival Nacional de Dança, promovido pela Funalfa, que vai levar dança clássica, contemporânea, de rua e sapateado para as ruas da cidade e espaços culturais. Das 50 atrações que acontecem até o dia 30, serão 21 apresentações na Noite de Coreografias, seis na Mostra Palco Aberto, 19 na Noite de Gala, cinco intervenções urbanas, quatro espetáculos convidados, além de uma apresentação na abertura, realizada pela Corpus Núcleo de Dança.

Tudo que se torna um, da Cia de Dança Palácio das Artes, de Belo Horizonte encerra o festival no sábado, às 21h, no Teatro Pró-Música/UFJF. Aclamada pela crítica, a montagem comemora os 40 anos do grupo. Em uma reflexão sobre as memórias do ser humano, a companhia vai do luto à celebração, do mais pesado para o mais leve, em um espetáculo que congrega diversos estilos, entre clássico, moderno, experimental e contemporâneo. Em cena, os bailarinos dançam seu contexto histórico, numa atmosfera onírica e, ao mesmo tempo, realista. Cenário, figurinos, música, luz e público comunicam-se entre si para, juntos, se tornarem um.

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Um dos destaques do festival é o lançamento do livro Caderno de notações: a escrita do movimento no espaço de fora, da coreógrafa Dudude Herrmann, na terça, às 18h30, no Centro Cultural Bernardo Mascarenhas. Dudude reflete sobre a arte e a vida, a partir do desejo de transpor a dança para palavras. Foi uma maneira que encontrei para ampliar meu aprendizado. As palavras também se movem e trazem imagens que podem descrever uma dança. Lendo você imagina o movimento.

Dudude começou a escrever em 2002, quando estava trabalhando nas praças JK (Mangabeiras) e Duque de Caxias (Santa Tereza), em Belo Horizonte, com um desdobramento de sua pesquisa. Era a dança que via acontecer em um estado natural da vida. Todo dia ia para ‘meu escritório’ e sentava à deriva na praça com lápis e caderno. Além do texto, Caderno de notações acompanha um DVD, com Dudude dançando. Ela conta que, certo dia, foi a uma praça e dançou, pedindo que fosse filmada por amigos. O resultado bruto ela entregou a três videomakers para que cada um trabalhasse o conteúdo à sua forma. Cada um criou seu olhar diferente sobre o que eu apresentei.

Antes do lançamento do livro de Dudude Herrmann, a Ekilíbrio Cia. de Dança realiza a intervenção urbana 4pés?, criada a partir de um projeto da companhia na Escola Municipal Erval da Cruz Braz. Encenada por René Luiz e Tatiana Almeida, a intervenção quer fazer o público participar. Nosso diferencial é que não vamos apresentar, vamos fazer mesmo um questionamento.

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O festival propõe ainda que o juiz-forano seja puxado pelo pé no meio da rua pela dança nas diversas intervenções urbanas. Uma dessas é a apresentação da coreografia Rápido e lento, do Studio de Dança Vivian Mockdece, na Rua Halfeld, na quarta, às 13h30. Buscando retratar os opostos, a coreografia usa o sapateado para brincar com as velocidades antagônicas. O sapateado é uma arte urbana, e queremos levá-lo à rua para que as pessoas possam conhecer mais sobre ele, observa a coreógrafa Tayane Mockdece. Ela destaca ainda a chance de um contato mais próximo e imediato com o público neste tipo de apresentação. No palco, você está longe. Na rua, você pode até mesmo ouvir as pessoas.

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A Corpus Núcleo de Dança leva ao palco do Teatro Pró-Música/UFJF Cinderella, nesta segunda, às 20h30. Com 30 minutos de duração, o espetáculo é uma releitura clássica do tradicional conto de fadas. Segundo Raphaela Milward, uma das diretoras e coreógrafa do espetáculo ao lado de Ana Paula Neves, a trilha sonora foi pensada especialmente para o espetáculo, com composições clássicas para as coreografias dos alunos da Corpus, que tem entre 9 e 21 anos. Como reduzimos a duração de algo que já apresentamos, começamos um novo processo de ensaio para o festival, comenta. A Corpus também participa da Noite de Coreografias, este ano, com London, London / Rehab e London, London / Satisfaction, na sexta, às 19h, na Praça Antônio Carlos.

A troca de ingressos para os espetáculos em espaços fechados pode ser feita na sede da Funalfa (Avenida Rio Branco 2.234 – Centro), das 9h às 17h. Cada convite deve ser trocado por um livro de literatura em bom estado, sendo o limite de dois convites por pessoa. Já as apresentações em espaços abertos têm participação liberada.

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