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Hora de ir para a arena

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Já é tradicional no mês de maio. Peões pedem a proteção de Nossa Senhora Aparecida para entrar na arena e enfrentar os desafios do rodeio. Além disso, a 15ª edição da Festa Country também é palco para grandes nomes da atual cena da música brasileira em três dias de shows no Parque de Exposição.

Quem abre a festa, nesta quinta, é a dupla Fernando & Sorocaba. Com quatro anos de carreira, eles vêm colecionando uma série de sucessos do sertanejo romântico. Sorocaba, autor de grandes hits da dupla, é um dos artistas que mais arrecada com direitos autorais no Brasil, compondo canções que marcam vozes do também sertanejo Luan Santana, como "Meteoro" e "Você não sabe o que é amor". Para o show de Fernando & Sorocaba em Juiz de Fora, o repertório virá com sucessos próprio da dupla: "Paga pau", "A casa caiu", "Celebridade", "Delegada", "Até o final", "Que raiva que dá/Da cor do pecado", "Joga no lixo" e "Madri", canção embalada por Fernando que abriu as portas para que a dupla realizasse seu primeiro show na Europa, no ano passado.

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Na sexta, o ritmo muda. O pop rock comanda a festa. Dividem a noite as bandas O Rappa e Jota Quest. Após um recesso de quase dois anos, os cariocas do O Rappa estão de volta com a turnê do CD e DVD "Rappa – Ao vivo", gravado na Favela da Rocinha, no Rio de Janeiro. Sempre ligada aos projetos sociais, a banda fez da gravação do álbum uma celebração do contato direto com a comunidade e suas letras de protesto, como "Todo camburão tem um pouco de navio negreiro". Completando a noite, os belorizontinos do Jota Quest chegam com o resultado do trabalho mais recente "Multishow ao vivo Jota Quest – Folia & caos" (veja entrevista abaixo).

Quem passa a régua e fecha a conta é o novo astro do sertanejo adolescente Gusttavo Lima. Natural de Presidente Olegário, no interior de Minas Gerais, o artista deve ganhar uma estátua no município com custo de cerca de R$ 30 mil em sua homenagem. Com apenas 22 anos, o sertanejo lançou, em 2011, seu segundo CD e DVD, "Gusttavo Lima e você", e vem rodando o país com o hit "Balada", do refrão que cola na cabeça "Tchê tchererê tchê tchê". O cantor está trabalhando em seu terceiro álbum, que deve contar com as participações de Edson & Hudson, Jorge & Mateus e Eduardo Costa.

Tribuna – Já são mais de 15 anos de banda. O que a passagem dos anos diferenciou vocês musicalmente?

Rogério Flausino – Continuamos os mesmos meninos e amigos. A banda começou com uma pegada mais black music, mas, ao longo do tempo, fomos deixando que outras referências musicais que já faziam parte do nosso cardápio entrassem no trabalho. Flertamos com rock, MPB, pop e hip-hop. Somos também muito dedicados no estúdio para buscar novas sonoridades e escrever sobre temas que ainda não abordamos. Gostamos do nosso trabalho e ouvimos música juntos o tempo todo, sempre tentando acompanhar as novas tendências. Mas não pensando em tocar o que as pessoas querem ouvir e sim o que percebemos por aí e dar vida a isso.

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– Vocês são um caso raro de banda que mantém a formação completa depois de vários anos. Como é o relacionamento de vocês e qual o segredo da convivência duradoura?

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– A medida em que fomos ficando mais velhos, que a banda foi envelhecendo, fomos enfrentado novos desafios e nos unindo cada vez mais. Com o amadurecimento, enxergamos a importância que o Jota Quest tem para nós e também para quem acompanha a banda. Foi um trabalho de 15 anos feito em conjunto e com muita batalha. Quando olhamos para o passado, temos orgulho da nossa banda e da amizade que construímos. Claro que brigamos e discutimos, mas temos oportunidades para comemorar nossa união. Aí, quando se vê, foi mais um ano, mais um capítulo dessa história e vamos levando.

 

– Vocês lançaram recentemente o ‘Multishow ao vivo Jota Quest – Folia & caos’. Como surgiu o projeto?

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– Não foi nada preconcebido. Pensamos em chamar os amigos para uma turnê de aniversário rodando o país. Até que, em uma oportunidade, foi todo mundo. Então pensamos em fazer um show bacana em um lugar para comemorar. O resultado foi um road movie, e o show é a trilha sonora desse filme. Cada encontro aconteceu em um ambiente distinto, o que garantiu uma sonoridade diferente para cada participação. O nome do DVD também foi algo perfeito. Além de lembrar da música "Na moral", conseguiu captar toda a essência da nossa vida nesses 15 anos.

 

– Em entrevistas, você afirmou que o show no Rock in Rio foi o melhor da carreira da banda. O que a experiência trouxe de positivo?

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– Foi uma noite incrível e inesquecível, nunca mais seremos os mesmos. Eu já imaginava que seria algo legal, mas não tanto quanto foi. O Brasil inteiro estava assistindo. É um show quase definitivo da história da banda, e tivemos uma participação incrível da plateia. Acho que o Jota Quest é a cara do Rock in Rio, que, apesar de ter rock no nome, é um festival pop "pra caramba", e somos uma banda pop.

 

– Na página da banda no Facebook, vocês compartilham momentos pessoais com amigos e família. Como é a relação com as redes sociais? Em que a internet auxilia no trabalho de um músico?

– Vejo a internet hoje como algo indispensável para o trabalho do músico. É mais um veículo para divulgar o trabalho, e grande parte das pessoas está nela, passa seu dia todo na rede. O download eu encaro como algo que encurtou o caminho entre a banda e quem quer escutá-la. A nossa página no Facebook mostra o que está no DVD. É também como um reality show. Não temos nada a esconder.

 

– A banda é uma das que mais marca presença na Festa Country. O que você considera a chave para este sucesso em Juiz de Fora?

– Acho Juiz de Fora muito aconchegante, e nossa história com a cidade vem de longa data. Queremos sempre tocar por aí, e é ainda mais gostoso quando tem essa dobradinha com O Rappa. Sou fã do trabalho deles. Não combinamos nada de tocar juntos, mas quem sabe não pode rolar?

 

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