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Funk dos anos 70 e muitos outros grooves

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"Só no passinho embalado pela música black! Vamos juntos?" Não poderia ser melhor a forma para divulgar a oitava edição do festival Noite Fora do Eixo em Juiz de Fora. Neste sábado, as bandas Silva Soul e Cromossomo Africano comandam a festa no Bar da Fábrica, a partir das 22h. Se não vão faltar funk e soul no palco, nos intervalos, o coletivo Discotecagem Discontrole promete não deixar ninguém parado. Afinal, tem lista amiga com preço promocional e muitas horas de passinhos e suingue coreografados.

 

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Com influências que visam a extrapolar a música enraizada no cotidiano de sua sede, em Belo Horizonte, a banda Cromossomo Africano promete um soul instrumental com novos trabalhos que vêm realizando para compor o disco já em processo de produção. "A gente vai levar os ‘breakbeats’ e grooves com referências ao rock, blues, samba e afrobeat, com percussão marcante e ritmo dançante, além de releituras da old school do soul e do classic funk", exemplifica Ricardo Cunha, vocalista e guitarrista da trupe formada ainda por Alexandre Arnoni (bateria), Michelle Oliveira (voz e percussão), Padé Faraco (percussão), Leandro Said (sax alto, flauta e gaita), Marcelo Kavalim (sax tenor, gaita e voz), Gláucio de Deus (baixo e voz) e Black Josie (teclados e voz).

Desde a mais primitiva percussão, ritmos tribais e rodas de candomblé, a potência dos tambores do Cromossomo Africano guarda rituais e festas a diferentes manifestações culturais afro-brasileiras. "Tudo isso está presente em nossos ‘cromossomos’", destaca Ricardo Cunha. "O nome (do grupo) representa nossa inspiração e define nossa influência, tudo nos faz lembrar o nosso DNA e toda a cultura afrodescendente."

Responsável por receber a atração convidada, a local Silva Soul pretende instaurar seu "baile de ferver o salão", de acordo com o baixista Marcelo Castro. Para embalar a noite, novos e antigos sucessos, raridades e músicas autorais dão o tom do Silva, que, em sete anos de carreira, mistura nomes do soul, como os mineiros do Berimbrow, o mestre Gerson King Combo, os cariocas do Super Groove e a banda Farofa Carioca. A Silva Soul tem também Beto Grizendi (guitarra e voz), Angelo Goulart (bateria), Fábio Ramiro (teclados), Anderson (Fofão) Guimarães (percussão e scratchs).

Resultado de projeto desenvolvido pelo Coletivo Sem Paredes, o festival Noite Fora do Eixo, segundo um dos produtores, Gian Martins, é um espaço de artes integradas com bandas locais e nacionais, apresentando seu repertório autoral, ocupando casas de shows da cidade e conectando o cenário da música independente no país. "A ideia é promover o estilo único e especial de cada banda. Portanto, esta será, novamente, uma amostra da nova música brasileira que fervilha nos becos de todo o país. Mistura de música preta num mexido bem brasileiro", garante Martins, autor do convite que inicia esta matéria.

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NOITE FORA DO EIXO

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Silva Soul e Cromossomo Africano

 

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Neste sábado, às 22h30

 

Bar da Fábrica

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(Praça Antônio Carlos)

3215-0910

 

 

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