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tresdias vai tocar o passo do lui no detalhe um dos principais albuns dos paralamas do sucesso

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Tresdias vai tocar 'O passo do Lui' (no detalhe), um dos principais álbuns dos Paralamas do Sucesso
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Tresdias vai tocar ‘O passo do Lui’ (no detalhe), um dos principais álbuns dos Paralamas do Sucesso

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Country gótico do Martiataka vai dar o tom da releitura de ‘Cabeça dinossauro’ (no detalhe), dos Titãs

A ideia é simples: passar a limpo – e no palco – o melhor que o rock nacional produziu desde a década de 1960. Com esse plano em mente, diversas bandas de Juiz de Fora vão se reunir todo mês para revisitar dois álbuns que marcaram a história de música jovem brasileira no projeto “Discoteca básica”, que terá início nesta sexta no Cultural Bar. A primeira edição terá a participação do country gótico do Martiataka, reinterpretando “Cabeça dinossauro”, dos Titãs, e o Tresdias prestando reverência a “O passo do Lui”, dos Paralamas do Sucesso.

Vocalista do Martiataka, Del Guiducci conta que o projeto (cujo nome é inspirado na seção “Discoteca básica” da finada revista “Bizz”, em que um álbum fundamental para a música era analisado) foi concebido há cinco anos, mas que não houve como ser colocado em prática na época. “A gente percebeu que não estava rolando muitos tributos ao rock brasileiro. Passei então a ideia para o Sandro Massafera, e ele fez com que ela deslanchasse, fechando o acordo com o pessoal do Cultural”, diz o músico.

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A partir daí, as bandas foram apresentadas ao projeto e convidadas para tocar os álbuns que, de acordo com Del, teriam mais a ver com elas – o que não impediu algumas mudanças: convidada por Sandro a tocar “Cabeça dinossauro”, a Tresdias pediu para trocar por “O passo do Lui” e sugeriu que a própria Martiataka tomasse para si o clássico dos Titãs. “A gente planejava fazer o ‘Nós vamos invadir a sua praia’, do Ultraje a Rigor”, lembra Del Guiducci, acrescentando que a maioria topou imediatamente o disco proposto, com poucas alterações. “E não colocamos limites nos arranjos, só é obrigatório tocar o álbum na sequência original.”

O próprio Martiataka, salienta, vai dar o seu toque a “Cabeça…”. “É um disco muito agressivo, pesado, com punk e pós-punk, mas ao mesmo tempo com new wave, reggae, funk. Uma coisa legal no ‘Cabeça dinossauro’ é o seu espectro musical amplo, algo que os Titãs sempre fizeram em sua carreira. Só não sabemos ainda como fazer com ‘A face do destruidor'”, brinca o cantor, lembrando que tocou “Polícia” no primeiro show de sua carreira (“era dia do impeachment do Collor”) e também em outras bandas. “O disco continua muito atual, é engraçado pensar como ele conseguiu ir para as ruas em 1986, logo depois do fim da ditadura. Na época, eu não tinha toca-discos e então ia na casa de um amigo para ouvir este e o ‘Jesus não tem dentes no país dos banguelas’, se pudesse tocaria os dois.”

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Vocalista do Tresdias, Nelson Dias explica porque trocou “Cabeça dinossauro” por “O passo do Lui”. “Como compositor, vejo Herbert Vianna como ‘o cara’ do pop rock nacional. Um verdadeiro hitmaker em todas as fases de sua carreira. Nossa relação com o pop rock nacional passa pela trinca Paralamas, Titãs e Barão Vermelho, mesmo reconhecendo o valor de outras figuras, como o Lulu Santos”, destaca.

Dentre os álbuns que gostaria de revisitar no palco, Nelson destaca outros quatro além dos que serão reverenciados no próximo dia 24: “Fruto proibido” (Rita Lee e Tutti Frutti), “Selvagem?” (Paralamas), “A revolta dos dândis” (Engenheiros do Hawaii) e “Maior abandonado” (Barão Vermelho). “Citei dois álbuns deles (Paralamas), mas o “9 luas”, considerado um fracasso comercial porque veio logo depois do ao vivo “Vamo batê lata”, é um dos álbuns que eu mais ouvi na minha vida, e posso falar também pelos meus irmãos. Grande referência para nós.”

O que vem por aí

Del Guiducci espera que o projeto tenha prosseguimento, pelo menos, até o final do ano. Como as datas ainda não estão certas, ele prefere não revelar os nomes das próximas bandas convidadas, mas a expectativa é que o “Discoteca básica” tenha as releituras de “Maior abandonado” (Barão Vermelho) e “Dois” (Legião Urbana) em maio; “Secos & Molhados” e “Os Mutantes” em junho; e “Nós vamos invadir a sua praia” (Ultraje a Rigor) e “Rádio Pirata ao vivo” (RPM) em julho. “É certo que teremos álbuns gravados dos anos 60 a 90, talvez algo do início dos anos 2000, pois é pouco tempo para termos algo consolidado, como é o caso da Pitty.” A expectativa é levar aos palcos trabalhos como “Roberto Carlos em ritmo de aventura”, “Krig-ha, bandolo!” (Raul Seixas), “Sobre todas as forças” (Cidade Negra), “O samba Poconé” (Skank) e “Afrociberdelia” (Chico Science & Nação Zumbi). “Os mais antigos vão se lembrar (dos discos e artistas), os mais novos vão conhecer. O pessoal está precisando conhecer o rock brasileiro; não precisa gostar, mas é bom conhecer”, defende Del. “Vai ser como um portfólio do rock nacional dos últimos 50 anos.”

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DISCOTECA BÁSICA

Com Martiataka e Tresdias

Nesta sexta,

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às 23h

Cultural Bar

(Avenida Deusdedit Salgado 3.955 – Salvaterra)

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