Um dos motivos que levou o vereador Flávio Cheker (PT) a colocar em pauta o Cinema Excelsior em audiência pública, na tarde de ontem na Câmara Municipal, é uma obra que vem sendo realizada na calçada em frente ao prédio, considerada irregular pelos representantes do edifício e por integrantes do movimento Salvem o Cine Excelsior.
A rampa seria para a instalação de um futuro estacionamento. A obra, entretanto, é legal, de acordo com a responsável pela Secretaria de Atividades Urbanas Graciela Marques, e recebeu parecer favorável para sua realização, uma vez que o imóvel não é tombado. Ainda conforme Graciela, a lei municipal não impede a criação de um estacionamento no local.
Como um novo processo de tombamento foi pedido ao Conselho Municipal de Preservação do Patrimônio Cultural (Comppac), as obras no local foram paralisadas. O Comppac acolheu a iniciativa com o pedido de reabertura do processo de tombamento. Se este não for possível, que seja decretado o interesse cultural do imóvel, disse Flávio Cheker. Já o vereador José Sóter de Figueirôa levantou a hipótese de desapropriação do imóvel como forma de preservar o antigo cinema.
Segundo o superintendente da Funalfa e presidente do Comppac, Toninho Dutra, a nova solicitação deve ser analisada na próxima reunião da entidade. Sempre que foram feitos pedidos para o tombamento do Excelsior eles foram analisados com compromisso, e nunca houve falta de sensibilidade em relação à cultura da cidade, pontuou.
O cineasta Franco Gróia, representante do Salvem o Cine Excelsior, pediu novamente o tombamento do espaço. No Excelsior eu conheci o mundo sem sair de Juiz de Fora. Ele é o maior ícone do cinema na cidade. Segundo Flávio Cheker, o empresário Ricardo Arbex, atual proprietário do espaço, teria sido convidado para a audiência, mas não compareceu.
