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thacht do grupo armatrux e uma tragicomedia musical com execucao de trilha sonora ao vivo em piano violino e voz

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thacht do grupo armatrux e uma tragicomedia musical com execucao de trilha sonora ao vivo em piano violino e voz
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“Thácht”, do grupo Armatrux, é uma tragicomédia musical com execução de trilha sonora ao vivo em piano, violino e voz

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“Bunker play”, da Oficina Social Produções Artísticas, de Niterói, cria uma fusão entre a plateia e o elenco

A agenda do Centro Cultural Bernardo Mascarenhas (CCBM) começa a ficar movimentada a partir de março, quando o espaço passa a receber os projetos aprovados no edital de ocupação de 2016. Bastante aplaudido em Juiz de Fora, o grupo Armatrux, de Belo Horizonte, colocou a cidade no roteiro comemorativo de seus 25 anos de estrada e passa pela casa logo no primeiro mês, nos dias 12 e 13, com os espetáculos “Thácht” e “Armatrux, a banda”, engrossando uma lista de 45 trabalhos, que se dividirão entre as Salas de Encenação Flávio Márcio e as galerias do prédio histórico.

Para quem gosta de teatro, o número de opções previstas chega a 17, incluindo algumas estreias de espetáculos locais. No mesmo mês do Armatrux, nos dias 17, 18, 19 e 20, tem “Cidade dos fantasmas”, dirigido por Marcelo Salvatore e um elenco formado por Aliciane Rodrigues, Anderson Ferigate, Paulo Moraes e Renan Kirchmaier. Bruno Quiossa também está certo de voltar aos palcos, nos dias 5, 6, 7 e 8 de maio, com “O circo dos quase velhos”. Em seguida, vem a Cia. Teatrando, de Adryana Ryal, dias 13,14 e 15, com “O mito de Orfeu e Eurídice”, agraciada pela Lei Murilo Mendes.

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Na linha dos musicais, o espaço deve receber, nos dias 18, 19, 25 e 26 de junho, o espetáculo “Mamma Mia”, proposto por Bruno Andrade Arcuri. Já quase finalizando o ano, nos dias 21, 22 e 23 de outubro, Cintia Brugiolo e sua trupe apresentam “A pedra do meio-dia”. O Rio de Janeiro estará presente com o projeto “Ocupação”, da Cia. Black-Tie, e a cidade de Niterói envia os dramas “Bunker play” e “Rania – Por todos nós”, da Oficina Social Produções Artísticas.

Segundo Denise de Oliveira, administradora do CCBM, a edição deste ano contou com um total de 55 inscritos, entre teatro, música, dança e exposição, sendo que a procura de proponentes de outras localidades foi maior que em 2015. “Este ano, são nove propostas de fora. Acredito que as leis de incentivo têm impulsionado a procura, porque as companhias precisam fazer a circulação e acabam conhecendo o CCBM. Tem também o Festival de Teatro, que atrai os grupos. Só neste último fim de semana, por exemplo, recebemos dois grupos de Belo Horizonte, o Luna Lunera e o Pigmalião Escultura que Mexe. O Luna esteve na cidade no festival e gostou do espaço que temos para oferecer”, diz a diretora, destacando que muitas das companhias ainda aguardam a confirmação de data para apresentações.

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Denise ressalta que, no decorrer do ano, outros projetos podem entrar para a agenda, mesmo não tendo participado do edital. “Estamos com o teatro lotado até dezembro. Mas, quando temos vagas, o produtor manda uma proposta e avaliamos o projeto”, conta ela. Dentre os trabalhos musicais, estão o 18º Festival de Bandas Novas de Juiz de Fora; o show da banda Matilde, do CD “Patuá”; o lançamento do CD “Guido”, de Guido De’l Duca Jordão; e o projeto “Mascarenhas novos ritmos”, promovido por Antônio Alberto Almeida Bassan.

Nas galerias da casa

Para as galerias, estão sendo esperados 18 trabalhos. A temporada se inicia com “Arte surrealismo”, de Éderson de Paula Pedrosa, e a carioca “Inquietude suspensa”, de Mozileide Neri Barbosa. Em abril, além de “Memória, vestígio e alienação”, de São Paulo, com assinatura de Renato Barros Almeida, entram em cartaz “Natureza em pastel”, de Marise Flor Freesz; “Sagrado do cotidiano”, de Anderson Augusto de Souza Pereira; e “Quadrinistras, mangakás, ilustradores e Fanfic Brasil”, promovida pela Tsuru Eventos.

O artista Glayson Arcanjo, também de São Paulo, expõe “Arquivos de destruição”, em junho” e Tamie Gadelha da Silva, do Amazonas, traz “Alice in Badland – História de um mundo sem nome”, no mês de julho. Já em outubro ganhará o espaço a mostra paulista “O caminho do sol”, de Marco Aurélio Ribeiro. Conforme a diretora, as datas para os eventos fixos, promovidos pela Funalfa, como Festival Nacional de Teatro, Foto 16, Salão do Humor e Exposição das Etnias, estão previamente reservadas.

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Dia de humor negro e de uma banda inusitada

Rafa e Rufo são dois artistas de variedades que vivem de suas recordações. Constituído de um humor negro, o diálogo que a dupla trava esbarra no absurdo. Conversas sobre médicos e outros elementos da condição humana inerentes à velhice se misturam a vagas lembranças do picadeiro. Também entra em cena a diva transformista Siboney, uma cantora que ganha a vida a partir das memórias dos dois artistas cênicos e da curiosa presença de uma mulher de um atirador de facas. Patrocinado pela Petrobras, por meio da Lei Estadual de Incentivo à Cultura, “Thácht”, espetáculo que o Armatrux traz para o CCBM, abrindo as comemorações de seus 25 anos em Juiz de Fora, é uma tragicomédia musical que tem como referência o antigo teatro de variedades, com execução de trilha ao vivo em piano, violino e voz. “O diálogo, às vezes surreal, às vezes absurdo, provoca uma musicalidade única nas palavras”, conta o diretor e dramaturgo Eid Ribeiro.

Para o público infantil, ficou reservado o segundo e último dia de apresentações da trupe mineira. Diante da criançada, surge uma banda de bonecos formada por quatro músicos vindos de universos distintos e uma convidada especial, a pianista Mafalda Jackson. A direção musical e a trilha sonora são assinadas pelo músico John Ulhôa, da banda Pato Fu, e Bob Faria. No setlist desse grupo inusitado, estão “Dancin’days”, de Nelson Motta; “Tenho”, de Sandro de America e Oscar Anderle; “Balança pança”, de Karnak, entre outras músicas compostas especialmente para a banda.

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Um manifesto à liberdade

Em “Bunker play”, aguardado para 27 de abril, a Oficina Social Produções Artísticas, de Niterói, coloca dez indivíduos em confinamento numa espécie de gaiola localizada nas entranhas de uma clínica psiquiátrica. Submetidos a condições extremas, eles participam de um estudo psicológico. Segundo o diretor José Geraldo Demézio, pouco a pouco, por causa do abandono, do silêncio e da alucinação, cada um vai sendo transformado.

“Bunker Play é um grande manifesto à liberdade. Para que essa função fosse atingida, criamos uma cena alternativa para aproximar a plateia e o elenco. Os atores não saem de cena em momento algum, e o espectador fica sentado ao redor para gerar a ideia de fusão entre ambos. É um drama da contemporaneidade, não só pela formatação, mas porque discute um tema propício à realidade em que vivemos”, sentencia o diretor.

Inversão de papéis

Rania é a quarta filha do casal Omar e Nerida. Segundo a diretora Erika Ferreira, o que tem de especial nessa história de “Rania – Por todos nós”, agendado pela trupe de Niterói para 28 de abril, é o fato escondido pela mãe: sua caçula nasceu numa lua sangrenta, e todas as crianças que nascem nesse dia levam “sangue” para todos os parentes. Para tentar esconder o segredo, a mãe mente, contando com a ajuda da ama da família. Ao fazer 16 anos, a garota tem que se casar com um escolhido da família. Apesar de questionar a decisão, acaba aceitando o destino desenhado por todos. Um grupo de ciganos chega à cidade e Rania se apaixona por um deles, vivendo várias peripécias até o final que ela escolhe. “Neste espetáculo, a gente faz uma inversão de papeis. As mulheres fazem os personagens masculinos e, os homens, os femininos. A gente acaba fazendo com que essa menina viva todos os preconceitos que a sociedade determina à mulher”, afirma Erika, comentando o porquê de Juiz de Fora ter entrado na rota da companhia de 16 anos de fundação. “Somos uma escola de teatro. Viajar com nossos trabalhos significa poder trocar experiências com a plateia, o que é maravilhoso.”

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