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Museu que dá samba

museu mariano procopio que segue em reformas comecou a promover visitacoes particulares ha 100 anos

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Museu Mariano Procópio, que segue em reformas, começou a promover visitações particulares há 100 anos
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Museu Mariano Procópio, que segue em reformas, começou a promover visitações particulares há 100 anos

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O Museu Mariano Procópio comemora em 2015 os 100 anos de sua abertura para visitas particulares, e a efeméride – como quase tudo no Brasil – vai terminar em samba. A escola de samba Mocidade Alegre vai homenagear a instituição e os 150 anos de Alfredo Ferreira Lage (o idealizador do museu) com o enredo “A Família Mariano Procópio cai no samba e se encanta com sua própria História”, que vai passar pela Passarela do Samba no dia 8 de fevereiro, por volta da meia-noite. Antes do desfile, porém, o público pode conferir, a partir deste domingo, no parque do Mariano Procópio, a exposição “Arte no samba”, com croquis das fantasias que serão usadas este ano. O material permanecerá no local até 1º de março. Também no domingo, a agremiação vai se apresentar no parque com seus ritmistas, passistas, mestre-sala e porta-bandeira dentro do projeto “Carnaval no museu”.

Segundo o diretor superintendente da Fundação Mariano Procópio, Douglas Fasolato, a ideia da exposição e do show foi consequência da iniciativa da escola em homenagear o museu. “Eles enviaram um ofício com o projeto sobre a homenagem, explicando que consideram o Mariano Procópio um dos mais importantes museus do país. Tivemos uma reunião com eles, meses atrás, e propusemos uma apresentação no parque e a exposição, porque sabemos que há todo um trabalho por trás do desfile. Consideramos adequado mostrar esse trabalho prévio, e sugerimos a apresentação dos croquis das fantasias que vão para a avenida”, explica Douglas, acrescentando que toda a pesquisa ficou por conta da Mocidade Alegre. “O Douglas fez esse convite para a exposição e o show quando compareceu a um evento da escola”, acrescenta o diretor-geral de carnaval da Mocidade Alegre, Henrique Araújo. Para o show, diz ele, serão apresentados – além do samba-enredo de 2014 – antigos sambas da agremiação e de outras escolas de Juiz de Fora e clássicos do carnaval carioca.

Henrique lembra, ainda, que foi durante uma conversa na concentração para o desfile de 2014 que surgiu a ideia da homenagem. “A gente queria fazer um enredo local, valorizando a cultura da cidade. Um amigo, o Vanderlei Tomás (ex-vereador e autor do projeto da Lei Murilo Mendes), que sugeriu o enredo, afinal a gente desfila em frente ao Mariano Procópio. Aceitamos a ideia e teremos a oportunidade de celebrar os 100 anos do início das atividades do museu e os 150 anos de nascimento do Alfredo Ferreira Lage.”

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Direto do túnel do tempo

Muitos falam das viagens lisérgicas dos astros do rock, nos anos 1960, com os Beatles cantando sobre “Lucy em um céu de diamantes”, mas se esquecem o quanto a folia de Momo pode ser igualmente lisérgica – e até mesmo um pouco mais. Além das incansáveis pirações de Joasinho Trinta à frente da Beija-Flor, fica na memória a viagem no tempo proporcionada pela União da Ilha do Governador em 1981, com “1910: burro na cabeça”, em que “o mago ô” (conforme a letra de Franco, Barbicha, Jangada e Dazinho, interpretada por Aroldo Melodia) aparece em um sonho para o sambista e, num “chão salpicado de estrelas”, leva-o em uma carruagem encantada até o Rio de Janeiro do início do século XX, em que se dançava o corta-jaca e a moda de Paris era admirada na antiga Avenida Central (atual Rio Branco). E é por meio de mais uma viagem pelo túnel do tempo que a Mocidade Alegra vai homenagear o Museu Mariano Procópio e seu idealizador.

No enredo, Mariano Procópio e seus parentes recebem a família imperial para um baile de máscaras, com o próprio Mariano como maestro e Alfredo Ferreira Lage ao piano, acompanhados pela Orquestra Esperança. “Pesquisamos em dois livros sobre a história do museu. O Vanderlei nos auxiliou, fomos ao Rio conversar com um carnavalesco para ajudar a desenvolver o enredo, e tivemos várias reuniões com o Douglas. Pegamos apenas uma parte da historia do museu, que é muito grande”, conta. “A gente vai colocar o legado que a família Mariano Procópio deixou para Juiz de Fora e onde que isso começou. Vamos mostrar a chegada da família imperial para a inauguração da Estrada União-Indústria, a importância dela para a cidade e para a época.”

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Para Douglas, a escola teve uma “feliz iniciativa” ao escolher o enredo para 2015. “Eles adotaram um tema histórico, que homenageia o museu e seu patrono – além de lembrar da construção da União-Indústria”, destaca ele, ressaltando que desde 2012 a instituição vem realizando o “Carnaval no museu” com o objetivo de abrir espaço para a festa de momo dentro da programação do Mariano Procópio. “O museu tem um papel com a memória, não pode estar circunscrito àquele espaço sacralizado. O carnaval é uma tradição da cidade desde o século XIX. Reconheço que as paralisações dos desfiles causaram grandes danos, principalmente, na década de 1990. Mas as escolas fizeram de tudo para se manter.”

As celebrações para o centenário do início das atividades do museus, por enquanto, estão restritas à exposição com as fotografias de Ferreira Lage no saguão da Reitoria da UFJF (e que se encerra neste domingo), o desfile da Mocidade Alegre e a mostra com os croquis da agremiação. “Estamos buscando parceiros para a execução de algumas ações durante o ano, como concertos e exposições, para celebrar os 150 anos de nascimento do Alfredo e os 100 anos do museu para visitas particulares”, salienta Douglas.

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ARTE NO SAMBA

Abertura neste domingo, às 16h.

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De terça a domingo, das 8h às 18h. Até 1º de março.

Parque do Museu Mariano Procópio.

CARNAVAL NO MUSEU COM MOCIDADE ALEGRE

Neste domingo, às 16h.

Parque do Museu Mariano Procópio

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