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Pequenas amostras de paraíso

mirante do dedo de deus proporciona vista panoramica de uma faixa do litoral sul

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Mirante do Dedo de Deus proporciona vista panorâmica de uma faixa do Litoral Sul
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Mirante do Dedo de Deus proporciona vista panorâmica de uma faixa do Litoral Sul

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João Pessoa (PB) – Antes do embarque, Felipe, o “bugueiro”, como ele mesmo se apresenta, pergunta: “É com emoção ou sem?”. Não hesite, escolha com emoção. O passeio pela Costa do Conde, no Litoral Sul da Paraíba, a 22km da capital João Pessoa, requer todas as sensações possíveis a quem tem o privilégio de desbravar suas belezas naturais – uma dica: independentemente do Sol, vá de óculos escuros, é sua proteção contra a ventania. Do topo do buggy, com os cabelos ao vento, as paisagens misturam águas cristalinas e mornas (um grande diferencial em relação ao mar gelado do Sudeste), areia fina e coqueirais, além de uma diversidade de acidentes geográficos como falésias, rochas vulcânicas e mirantes com vistas inacreditáveis de todas estas paisagens.

A primeira parada é a Praia da Barra do Gramame, dividida pelo rio homônimo. De um lado, é possível ver o encontro das águas do rio com o mar, e, do outro, o Gramame permanece com suas águas serenas, onde é possível ver vários pescadores em atividade, que vivem em um vilarejo pouco distante dali. Peixes como a tainha e a cioba, comuns à região de salobra de rios, podem inclusive ser degustados nas poucas barraquinhas permitidas pela fiscalização, buscando a preservação ambiental da região. Outras iguarias típicas destes pontos são os caranguejos e camarões pescados nos arredores, bem como as galinhas de capoeira, de criação doméstica, todos podendo ser consumidos nos quiosques.

Dependendo da maré e da configuração de cada praia, é possível seguir pelo próprio litoral de buggy, mas a Praia do Amor, por suas características geográficas, é uma das que precisam ser acessada via asfalto, por causa das rochas vulcânicas que se sobrepõem às areias. O próprio nome da praia deriva de uma delas, uma pedra furada pela ação do mar, com cerca de 2m de altura, cuja lenda assegura sorte no amor aos que passarem por baixo dela, já que a crença popular diz que o local era cenário de casamentos indígenas. Buscando amor ou não, a praia de areia fofa e dourada e mar verdíssimo é um lugar ideal para o descanso, com poucas intervenções em seus arredores, preservando suas características originais. Nas estradas de acesso, é possível encontrar charmosas pousadas a pouquíssimos quilômetros da praia.

Culinária típica à beira mar

Antes de chegarmos ao próximo ponto, a Praia de Coqueirinhos, é imprescindível parar em uma das vistas mais deslumbrantes dela, o mirante do Dedo de Deus. Segundo os guias, o nome foi dado pelos pescadores que iam ao local, um platô com traços de Mata Atlântica sobre as falésias que margeiam o litoral, com uma vista fotográfica de Coqueirinhos, algo que, segundo os nativos, só poderia ter sido obra divina. O acesso ao local é feito de buggy, por trilhas indecifráveis a quem não conhece o lugar como a palma da mão como os bugueiros. O cenário rende panorâmicas belíssimas – vale uma selfie também -, e a contemplação da extensa faixa litorânea dá uma sensação de pequenez e encantamento ao mesmo tempo, diante da magnitude e do arroubo do cenário.

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Em Coqueirinhos, onde normalmente é possível seguir de buggy pela praia, há a melhor infraestrutura para receber turistas, com mais bares e restaurantes, mesmo assim, todos eles situados fora da faixa de areia, mantendo a preocupação ambiental com as praias. Além do mar caribenho que banha toda a costa, a praia traz o Cânion de Coqueirinho, com falésias avermelhadas e altíssimas, paisagem única cercada, como antecipa o nome, por coqueiros e areias de múltiplos tons – aquelas que viram artesanato em garrafas de todos os tamanhos. O passeio de buggy por entre as rochas dá ainda mais emoção ao visual, sobretudo com as “manobras” ensaiadas pelos bugueiros para aumentar a adrenalina deste trecho do passeio. Vale parar no restaurante Canyon do Coqueirinho, especializado em peixes e frutos do mar – com uma moqueca de comer rezando -, e também caipirinhas com frutas típicas da região – a de cajá é uma indecência de boa. E as histórias da divertidíssima Ana Luiza Mendonça, proprietária do local, já valem a visita.

Conforto e natureza

Do topo das falésias de Coqueirinhos, mais um mirante incrível, de onde é possível ver, além da praia, o Castelo da Princesa, uma voçoroca em meio a outras formações rochosas que resplandecem em meio à vista do mar. De lá, segue-se para Tambaba, uma das praias mais cercadas de comentários por ter uma parte destinada à prática do naturismo. Até certa ponto da praia, é possível usar roupas, mas depois de um portal, qualquer tipo de traje é estritamente proibido, bem como o registro em imagens e vídeos. Seguindo os traços naturais da região, a praia é cercada por rochas que dão origem a pequenas piscinas naturais ideais para o banho. Neste trecho, há um solitário coqueiro sobre uma das pedras, estrela de muitas fotos tiradas no local – ainda de roupas.

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Dada a proximidade, é possível conhecer o Litoral Sul estando hospedado em João Pessoa, mas o ideal é ficar em Conde, que tem várias pousadas charmosas ao longo das praias. Para quem quer se esquecer da vida, o Mussulo Resort by Mantra é o único resort da região, com infraestrura invejável e esquema all-inclusive, é só fazer a reserva e desfrutar de refeições e bebida sem limitações, bem como das dependências com piscina, Beach Club e programação especial. Quem viaja com criança pode ficar sossegado: há profissionais especializados e programas diferenciados para elas o dia todo, desde bebês até 12 anos.

As praias da região têm crescido cada vez mais em seu potencial turístico, tanto para brasileiros quanto para estrangeiros. Com a alta do dólar, a Paraíba tem investido cada vez mais na atração de turistas, que devem trocar os destinos internacionais por rotas dentro do país, conforme explica a presidente da Empresa Paraibana de Turismo (PBTur), Ruth Avelino. “A crise econômica não afeta o desejo do brasileiro de viajar, por isso é um bom momento para o turismo nacional, que pode sair ganhando comparado a viagens internacionais afetadas pelo dólar”, diz ela, destacando que João Pessoa e as cidades paraibanas adjacentes ainda não sofreram com a massificação do turismo como Porto Seguro, Salvador e Natal. “Temos um cuidado muito grande com a preservação ambiental dos destinos, por isso há muitas praias praticamente intocadas. E estamos investindo na modernização do aeroporto local e buscando parcerias com companhias aéreas para que os turistas de fora do país, que hoje chegam por Recife, possam aterrissar em João Pessoa”, comenta Ruth.

* A repórter viajou a convite do Mussulo Resort by Mantra

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