Ícone do site Tribuna de Minas

Dançando para se conhecer

PUBLICIDADE

Pensar, respirar, tocar os pés no chão, entrar na roda e dançar. Com uma visão que compreende a dança como um conjunto de saberes e possibilidades de tornar o mundo um espaço melhor, a pesquisadora Déa Santos Melo realiza hoje, a partir das 17h, uma tarde de dança e saudação à primavera no Espaço Vilarejo (Rua Natal 80 – Jardim da Serra). Ontem pela manhã, Déa mostrou aos estudantes da Educação Física da UFJF as danças que pesquisou nas comunidades amazônicas, com enfoque no convívio local e global para falar da alma brasileira. À noite, ela participou de um Café Filosófico no Mezcla.

PUBLICIDADE

Moradora de Belém do Pará (PA), a jornalista e arte-educadora se dedica aos estudos das danças tradicionais das tribos indígenas e comunidades amazônicas. Meu foco é minha vivência com as danças sagradas da Amazônia, e minha metodologia está em buscar um olhar sobre a comunicação por meio da dança com as comunidades. Observo sua relação com a dança, que naquele momento não tem intenção se ser arte ou folclore, explica. Déa realiza uma observação participante, entregando-se àquela realidade para viver a experiência. A dança ajuda a organizar o grupo dentro da comunidade e manter aquele ambiente. Com ela vem a tradição daquele povo. Os movimentos se tornam sagrados, por trazerem consigo valores humanos, como sabedoria, solidariedade, cooperação, alegria e fé.

Outro ponto destacado é a comunicação com o nosso interior. Precisamos ter a consciência de que, ao comunicar, estamos sempre levando uma mensagem, a partir de nossa própria vivência. E antes de falar com o outro, devemos estabelecer uma comunicação interna. Nada nasce de fora para dentro.

PUBLICIDADE
PUBLICIDADE

SAUDAÇÃO À PRIMAVERA, Hoje, às 17h Espaço Vilarejo, (Rua Natal 80 – Jardim da Serra)

PUBLICIDADE
Sair da versão mobile