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Titãs e Paralamas de volta à cidade neste sábado

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Divertidas, originais, inovadoras, contestadoras e sedutoras. Bandas como Titãs e Paralamas do Sucesso estão completando 30 anos em 2012, mas ainda há fôlego para mais 30. 1982. Enquanto Steven Spielberg ganhava o mundo com "E.T. o extraterrestre" e a Argentina embargava a música vinda de fora, sobretudo por causa da Guerra das Malvinas, o Brasil respirava rock and roll genuinamente nacional na figura de músicos como Sérgio Britto, Paulo Miklos, Tony Bellotto, Branco Mello, Charles Gavin, Arnaldo Antunes, Marcelo Fromer e Nando Reis (Titãs) e Herbert Vianna, Bi Ribeiro e João Barone (Paralamas). "Trata-se de uma relação muito antiga, desde quando começamos. Foi tudo na mesma época, somos filhos de uma mesma geração e este encontro culminou nos 25 anos das duas bandas, cujo show passou por Juiz de Fora (em 2008)", destaca Branco Mello, sobre a afinidade entre os grupos. "Tivemos a sorte de conhecê-los, tanto nos shows quanto nos bastidores de programas como o do Chacrinha e o do Bolinha. Em pouco tempo, tivemos nossas intimidades cruzadas, cada um com sua linguagem, os Titãs sempre plural e os Paralamas como o oposto, com três integrantes", responde João Barone.

As duas bandas planejam lançamentos, novas apresentações e, quem sabe, um trabalho em conjunto. Por enquanto, eles, de volta a Juiz de Fora hoje, seguem cada um por si, dividindo o mesmo palco, mas em momentos distintos, como será logo mais no La Rocca, durante o Arraiá do Rock.

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Os Paralamas apresentam o show de seu último CD, "Brasil afora" (EMI, 2009), vencedor do VMB na categoria melhor show do ano. No repertório, destaque para "A lhe esperar", "Meu sonho", "Mormaço", "Quanto ao tempo" e "Sem mais adeus", além dos clássicos "Romance ideal", "Alagados", "Uma brasileira", "Perplexo" e "Bora bora". Para isso, eles contam também com o reforço de João Fera (teclados e violão), Bidu Cordeiro (trombone) e Monteiro Jr (sax). Já os Titãs abrem a sequência com as faixas reunidas no lendário disco "Cabeça dinossauro" (1986), na primeira parte, e um mix de hits mais "pesados e ácidos", segundo Branco, na segunda, como pedradas registradas nos álbuns "A melhor banda de todos os tempos" (2001) e "Televisão" (1985).

A organização informa que haverá bares, lounges e praça de alimentação externa, com comidas e bebidas típicas e decoração temática inspirada na literatura de cordel. A noite contará ainda com o DJ Pedro Paiva, do coletivo "Vinil é arte", nos intervalos.

 

Repaginado com inéditas

"A lembrança mais marcante que tenho é a da nossa estreia no Sesc Pompeia, numa sessão lotada e maldita, em que apresentamos nossas composições e releituras de covers de nomes como Tim Maia e Odair José", conta Branco Mello à Tribuna, sobre o primeiro show, em 15 de outubro de 1982. Para ele, muita coisa mudou nestes 30 anos. "Mas não mudou o mais importante, que é o espírito, a química da banda. Essa junção de pessoas fazendo som juntas. É uma intimidade que transcende o casamento", diz.

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No segundo semestre, como ele adianta, haverá um reencontro entre ex-integrantes e amigos "titânicos". Arnaldo Antunes e Charles Gavin já confirmaram. Nando Reis, por motivo de agenda, ainda não. "Temos feito músicas novas, que, inclusive, vem sendo apresentadas no show ‘Futuras instalações’, desde o final de 2011." Com relação ao outro show, o que virá a Juiz de Fora, Branco informa que este seguirá até o final de julho, e, a partir daí, os Titãs viajarão com a turnê comemorativa, cujo repertório inclui outros discos e inéditas, como "Fala Renata". "Aos poucos, estamos lançando as novidades para que o público se acostume. Com isso, queremos que as canções tenham vivência e estejam amadurecidas para quando forem gravadas", explica.

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