O piano para celebrar os 90 anos da Semana de Arte Moderna de 1922. Esta é a proposta do recital que a pianista Maria Alice de Mendonça fará hoje, a partir das 20h, no Museu de Arte Moderna Murilo Mendes (Rua Benjamin Constant 790- Centro). O concerto vai privilegiar obras nacionalistas de diferentes partes do mundo, como Arabesque nº 1, de Claude Debussy; Preludio, Dance e duas Bachianas brasileiras n º 4, de Heitor Villa-Lobos; Verano porteño, Milonga del angel e Invierno porteño, de Astor Piazzolla; e Sarcarms op. 17, de Sergei Prokofiev. Entre os autores brasileiros, além de Villa-Lobos, estão Lorenzo Fernandez (Jongo), Camargo Guarnieri (Ponteio nº 49), Ernesto Nazareth (Odeon) e Fructuoso Vianna (Dança de negros).
Segundo a pianista, a escolha do repertório foi feita com base nas composições nacionalistas para lembrar o momento em que o pensamento da música mudou. Até o início do século XX, a música mundial baseava-se na chamada primeira escola de Viena, da qual faziam parte Haydn, Mozart e Beethoven. A Semana de Arte Moderna no Brasil trouxe a atenção do público para uma produção cultural que se distanciava do formato hegemônico, destaca a artista.
Além das obras de grandes compositores, Maria Alice irá apresentar o trabalho autoral Holosonia, em que a música é criada no momento da apresentação. Tocar uma música multidimensional em meio à celebração da Semana de Arte Moderna é fazer o mesmo movimento que foi feito pelos modernistas: trazer o que há de mais novo de criação artística mundial para o Brasil, pontua. O concerto é gratuito e inaugura uma série de eventos em homenagem à semana no museu.
