Ícone do site Tribuna de Minas

Histórias bem mineiras

PUBLICIDADE

As histórias que povoaram, na infância, o imaginário de Fernando Abritta, no pequeno povoado de Cataguarino, distrito de Cataguases, ganharam novos contornos. Em um processo típico – e precioso – da oralidade, tramas, personagens, pontos de vista e tantos outros aspectos foram se aperfeiçoando, trabalhados pela criatividade do autor, que lança, nesta terça, às 20h, no Espaço Mezcla, o audiolivro O caso da menina que perdeu a voz.

PUBLICIDADE

A obra, financiada com recursos da Lei Murilo Mendes, narra as aventuras de dois amigos que, na companhia de duas aves, partem pelo mundo em busca da voz perdida de uma menina. No trajeto, eles encontram personagens fantásticos e sedutores, como a montanha mágica, pedras que conversam e o bicho de goiaba. Das mãos de uma dessas criaturas, um gigante generoso, os aventureiros recebem uma caixa de palavras, na qual poderia estar escondida a voz desaparecida. Da caixa, brotam histórias populares, fantásticas, aterrorizantes e pitorescas, como: O homem que nunca vestia roupa, A cobra e o colar de esmeraldas e A filha de Dona Anta e Sô Antão.

As personagens ganham vozes, e as histórias, novos sons com o Grupo de Contadores de Histórias do Granbery, dirigido por Laura Delgado, que também estará presente no lançamento no Mezcla. A ideia foi proporcionar uma facilidade de acesso às histórias enquanto as pessoas se dedicam a outra atividade, já que, cada vez mais, há menos tempo para a atividade da leitura, conta Abritta.

Outro recurso singular utilizado na obra foram os bordados, elaborados pelo autor – designer e desenhista industrial aposentado – em um programa de computador e executados em ponto de cruz por Josemira Correa, Ligia Soares e Ligia Quaglio. Foram mais de dois anos elaborando os desenhos e, depois disso, mais seis meses para que as cores das linhas estampassem a toalha (de 1m x 1,35m) que conta todo o enredo do livro. Para ganhar as páginas da publicação, os bordados foram fotografados por Kempton Vianna.

É um verdadeiro trabalho em equipe, comenta. Estou tão apaixonado por ele, que já nem tenho discernimento para falar das coisas boas ou ruins da obra, brinca o autor, que também assina UmÁrvore (Lei Murilo Mendes de Incentivo à Cultura/2010) e Uma história verde (Fundação Comunitária Educacional de Cataguases/2011), com Joaquim Branco.

PUBLICIDADE

O CASO DA MENINA QUE PERDEU A VOZ

PUBLICIDADE

Lançamento do audiolivro de Fernando Abritta

PUBLICIDADE

Hoje, às 20h

Espaço Mezcla

PUBLICIDADE

(Rua Benjamin Constant 720)

Sair da versão mobile