
“Todo mundo reclamou de 2016, mas para nós foi incrível! Fizemos 130 shows em 11 cidades diferentes, gravamos nosso primeiro EP e nosso primeiro CD, totalizando 15 músicas autorais. Firmamos parceria com o Prateado, que trabalhou com o Sorriso Maroto e agora está com o Thiaguinho”, destaca Mateus Marchiote, vocalista do Grupo Alquimia.
Além das canções autorais, como “Cê vai pirar”, “Gabriela” e “Melhor amigo”, o grupo traz no repertório releituras de sambas e pagodes famosos e surpresas. “Vamos fazer interpretações de músicas de axé, pop e MPB, transformando a melodia e letras em samba”, diz Mateus.
O Alquimia surgiu depois de Mateus vencer um show de calouros no Colégio dos Jesuítas. Há cinco anos, os cinco integrantes estão na estrada, conciliando a carreira com outras atividades, mas com foco voltado para a música. “Estamos na batalha, inclusive, fazemos nossos ensaios nas madrugadas.” A formação atual do grupo conta, além de Mateus, com Alexandre Ronzani no tan tan, Leonardo Pereira no pandeiro, Rodrigo Pires no cavaquinho e Wallace Corrêa no violão.
Reconectando os laços
Se santo de casa não faz milagre, o sambista Moyseis Marques quer mostrar, a partir de agora, que o ditado popular nem sempre procede. Nascido em Juiz de Fora, o músico foi para o Rio de Janeiro aos 20 dias de vida. “Fui criado em Vila da Penha e só consegui fazer meu primeiro show em Juiz de Fora em dezembro do ano passado, em uma comemoração ao Dia do Samba. Fico feliz em voltar à cidade tão rápido”, comemora Moyseis. Ele espera retomar e criar novos laços com a cidade. “Mesmo não vindo aqui com tanta frequência, gosto de acompanhar o trabalho de sambistas e compositores de Juiz de Fora. A cidade tem uma conexão muito forte com o Rio de Janeiro e absorve muito bem o que fazemos por lá. É como se fosse a nossa área VIP”, ressalta.
O cantor explica que o show é um passeio pela sua trajetória musical, que abrange seus cinco álbuns, contudo, terá pegada mais carnavalesca. “Vou tocar sambas-enredos e marchinhas. O show também conta com uma carga nordestina muito forte, com forró, baião e frevo. O carnaval hoje em dia é muito multifacetado, e as pessoas gostam de ouvir aquilo que está no imaginário”, comenta. Oito músicos acompanham Moyseis no palco, entre percussionistas, baterista, contrabaixista, além de sax e flauta, vilão de sete cortas e cavaquinho.

