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Alquimia inicia celebrações de 15 anos com novo single ‘Brincadeira gostosa’

Alquimia Tamires Marques
Alquimia Divulgacao
Celebrando 15 anos, Grupo Alquimia lança nova música nesta sexta-feira (Foto: Divulgação)
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“Pagode com identidade, verdade e propósito”, resume Mateus Marchiote, vocalista do Grupo Alquimia, ao definir a marca do grupo. Em ano de celebração pelos 15 anos de trajetória, o Alquimia abre as comemorações com o lançamento de “Brincadeira gostosa” e com a nova temporada do show mensal Samba 360 nas Alturas, neste sábado (24), a partir das 15h, no Univértix.

Nascido ainda na época de escola, o Alquimia é prova de como união e talento podem sair do recreio e ganhar o palco. A história começou em um festival de música em um colégio particular da cidade, quando dois dos atuais integrantes participaram de forma lúdica, sem pretensões. Daquele momento veio a ideia de formar um grupo de pagode.

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Agora, mais maduros, Mateus avalia que o grupo ganhou experiência e consciência sobre o que é possível e necessário fazer na carreira. Segundo ele, hoje o Alquimia consegue se organizar com planejamento, tem mais domínio de palco em grandes apresentações e aprendeu a perceber com mais precisão o que o público gosta e quer ouvir.

Contra atalhos, defende que o processo de maturação seja vivido por completo. Na avaliação dele, erros e acertos são fundamentais para o crescimento, assim como os momentos difíceis e as fases de conquista ao longo da trajetória.

Entre referências e personalidade própria

Com referências em nomes como Grupo Revelação, Jeito Moleque, Sorriso Maroto e Thiaguinho, Mateus diz que o Alquimia procura manter o pagode em sintonia com o presente. Na avaliação do vocalista, o diferencial está na identidade que o grupo imprime em cada canção, preservando o que é original nas versões apresentadas ao vivo, mas colocando a própria assinatura nos arranjos. Ele também aponta a energia de palco como peça-chave dessa marca, por acreditar que ela atravessa o show e alcança o público. Segundo ele, as músicas autorais seguem a mesma linha estética e de intenção.

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No repertório próprio, o grupo já lançou “Cê vai prirar”, “A Noite Inteira” e “Gabriela”. Disponível desde esta sexta-feira (23) em todas as plataformas de streaming, “Brincadeira Gostosa” abre as comemorações pelos 15 anos. Com refrão fácil, a faixa, segundo Mateus, aposta em um tema comum ao cotidiano de quem vive a noite: o romance proibido, a chamada “pulada de cerca”.

Sobre a recepção, ele conta que a música foi gravada ao vivo durante o “360 nas Alturas”, na edição de dezembro de 2025, quando ensinou o refrão ao público. Para ele, o fato de a plateia ter aprendido na hora e cantado junto foi a melhor resposta possível.

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Para além do palco, Mateus chama atenção para o trabalho nos bastidores que sustenta o resultado final. Segundo ele, a rotina envolve um grande esforço de organização, já que administrar o grupo como empresa exige lidar com burocracias relacionadas ao CNPJ, além de manter uma agenda constante de ensaios, criação de arranjos, conversas, reuniões e aquisição de equipamentos e instrumentos.

Mateus também destaca o volume de curadoria musical, explicando que o grupo chega a ouvir mais de 500 músicas por ano até definir quais faixas, entre tantas opções, serão trabalhadas. Na avaliação dele, é um processo amplo e pouco visível, que muitas pessoas não imaginam.

Uma vitrine nas alturas

Ao falar de consolidação, Mateus destaca o Samba 360 nas Alturas como um ponto alto na trajetória do grupo. Segundo ele, o evento se aproxima de três anos, já soma mais de 20 edições em Juiz de Fora e na região e vem ampliando o alcance do Alquimia, funcionando como uma vitrine constante e uma espécie de assinatura do grupo no cenário regional.

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Ao revisitar a trajetória, ele avalia que esse processo teve outros pontos de virada. Um deles foi um show no extinto Viva Hall, quando o Alquimia abriu uma apresentação de Mr. Catra em uma festa universitária. Mateus lembra que, naquela noite, o artista chegou a cantar com a banda, o que ele descreve como um momento marcante e, a partir dali, uma porta para novas oportunidades.

Outro passo importante, ainda de acordo com ele, foi a decisão de investir em músicas autorais, movimento que ajudou a construir identidade própria e proporcionou experiências profissionais com nomes de destaque do pagode, entre músicos e produtores do país.

Ao projetar o futuro, Mateus afirma que o desejo é manter o grupo fiel ao caminho já traçado, com identidade e criatividade para fugir do senso comum, investir em músicas autorais e avançar também em produções audiovisuais mais robustas. “Queremos que, em cinco anos, a nossa música tenha chegado a ainda mais lugares e pessoas diferentes”, diz.

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A onda nacional que chega à roda local

Com o pagode novamente em evidência no consumo musical do país, Mateus celebra o momento e avalia que essa retomada tem impacto direto no cenário regional. “Temos nacionalmente pelo menos 20 nomes que se destacam em prateleiras altíssimas, e isso reflete diretamente no cenário regional. Essa cadeia traz uma força enorme”, afirma. Ele também observa que “o período pós-pandemia foi determinante para o fortalecimento do pagode” e que, desde então, “o gênero ganhou ainda mais força”.

Para ele, o pagode é mais do que um ritmo. “O pagode é uma forma de expressão. Desde o samba raiz, que é o começo de tudo, até os dias de hoje. A cultura é diretamente ligada à música. Ensina a respeitar o outro com suas individualidades, gostos, crenças e formas de viver a vida.”

Do país para Juiz de Fora, Mateus acredita que o momento também é favorável para quem produz e consome o gênero na cidade, com o público interessado em dançar e ouvir o que tem sido destaque nacionalmente. Ele aponta, ainda, que as pessoas têm buscado experiências diferentes, com praticidade e conforto, e que isso influencia o formato dos eventos.

Mateus também acredita que a trajetória do Alquimia ajuda a inspirar o cenário local e avalia que o principal legado deixado pelo grupo é a demonstração de que um trabalho organizado, com identidade própria, é capaz de gerar resultados e colher frutos ao longo do tempo. “Tratar a música com seriedade e trazer para o âmbito empresarial, profissional, traz credibilidade e consistência a médio e longo prazo. Juiz de Fora sempre nos apoiou muito: imprensa, público e empresas. E a gente aprende sempre com essa galera”, afirma.

Para abrir a nova fase, Mateus afirma que o grupo mantém um fluxo constante de audições e seleção de repertório, a partir de músicas enviadas por compositores de diferentes partes do país. Segundo ele, chegam canções do Brasil inteiro quase todos os dias e todas são ouvidas. O vocalista adianta ainda que o planejamento inclui mais um lançamento e outras novidades ao longo do ano.

Samba 360 nas alturas

*Estagiária sob supervisão da editora Cecília Itaborahy

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