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Receita de família – Quiche de vegetais com lombinho

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Para quem cozinha diariamente e encaixa o fogão entre os afazeres de casa, da vida pessoal e do trabalho, um dos desafios é preparar pratos que não fiquem com aquela “cara-de-todo-dia”, que, convenhamos, tiram o prazer de qualquer refeição. Para acabar com esse problema, a quiche (ou “o” quiche, já que o português aceita os dois gêneros) é uma receita de fácil preparo e que aceita diferentes tipos de recheio, ideal para aquele lanchinho diferente ou até mesmo almoço ou jantar mais leve, podendo ser acompanhado de uma saladinha.

Além da versão com vegetais e lombinho canadense, é possível experimentar diversas combinações, como explica Cláudia Figueiredo, apresentadora do programa “Espaço gourmet” na CBN Juiz de Fora. “A quiche deixa livre a criatividade de cada um, e seu diferencial é a combinação de texturas: massa crocante com recheio cremoso, e ela pode ser servida quente ou fria. O ideal é mesclar sabores mais marcantes com outros mais suaves, para haver harmonia. É possível misturar ricota com espinafre, tomate seco, rúcula e mozarela de búfala, damasco com queijo brie e mesmo combinações doces, como creme de avelãs com morangos”, conta a radialista, que ministrou um workshop sobre as tortinhas francesas recentemente.

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Segundo Cláudia, também é possível variar a preparação da massa, de acordo com o desejo ou as restrições alimentares de quem for se deleitar com o quitute. “É possível substituir a farinha de trigo branca por uma mistura de farinha integral com farinha branca, na proporção meio a meio. Não recomendo substituir a manteiga por margarina, nem banha de porco e nem azeite. Para manter a originalidade da receita, é preciso trabalhar com a manteiga gelada que, inclusive, é o que garante que a massa ficará crocante”, orienta. Cláudia explica, ainda, que a versão da massa publicada é mais leve por usar pouca manteiga, mas é possível também fazê-la usando apenas 500g de farinha de trigo, sal, 250g de manteiga e duas colheres (sopa) de água gelada. “É só misturar tudo como na versão light, mas, na hora de abrir, é preciso usar as mãos.”

Atuando no rádio em programas especializados em culinária há mais de 20 anos, Cláudia destaca que é preciso ter alguns cuidados para a conservação da massa. “Depois de abri-la e forrá-la na assadeira, é preciso voltar com a massa para a geladeira caso o recheio não seja aplicado imediatamente, para não ficar ressecada. A massa pode ser congelada por até um mês”, diz a radialista, que pretende formalizar sua realização com as panelas, cursando um MBA em gastronomia no ano que vem. “Cozinhar me dá prazer. Ver o alimento se transformar por meio dos cortes, dos processos de cocção ou da adição de outros elementos é mágico. Preparar pratos para minha família e meus amigos me encanta. É um ato de amor e doação.”

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