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Tudo vira reggae

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Reunir músicos de destaque no cenário nacional para lembrar os 30 anos da morte de Bob Marley era a intenção do guitarrista carioca e apresentador de TV Maurício Pacheco para seu programa "Sobe som" pela TV Brasil. Após umas ligações, estava formado no palco um time de especialistas brasileiros em música jamaicana, como o baixista Lauro Farias (O Rappa), o tecladista João Fera (Paralamas do Sucesso), o cantor Ras Bernardo (ex Cidade Negra), além de Helio Bentes e Marcelo Campos, do grupo carioca Ponto de Equilíbrio. "No programa, sem maiores pretensões, vendo tantos talentos reunidos, sugeri que montássemos um grupo para continuar tocando reggae e apresentando as influências da música brasileira nesse ritmo." Foi assim que nasceu a banda Brasil Reggae All Star, atração dessa noite, no Cultural Bar. Para o idealizador do projeto, o trabalho propõe uma mistura do reggae com ritmos brasileiros. "Gilberto Gil, por exemplo, harmonizou sua música com o reggae de um jeito muito bonito", conta Maurício, ex-integrante das bandas F.Ur.T.O. (de Marcelo Yuka), Stereo Maracanã e Mulheres Q Dizem Sim, hoje no grupo de Vanessa da Mata.

A primeira viagem do Brasil Reggae All Star aconteceu pouco tempo depois de o programa ir ao ar, uma apresentação em Buenos Aires, em setembro de 2011, para representar o reggae brasileiro em um festival argentino dedicado ao ritmo jamaicano. "Nossa intenção sempre foi acrescentar ao reggae as influências brasileiras, e esse festival era bem apropriado para isso. Apresentamos releituras nossas para clássicos brasileiros do reggae e de outros ritmos", explica o guitarrista.

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Ras Bernardo, ex integrante do Cidade Negra, grupo que faz parte da história do reggae no Brasil, está no projeto desde o início. "As figuras que juntamos para compor o Brasil Reggae All Star são pessoas que há muito tempo estão ligadas ao ritmo aqui no Brasil. São figuras históricas que ajudaram a construir a história do reggae nacional", diz.

O trânsito entre movimentos tão diferentes, como o samba, o pop, o rock e a MPB, compõe o rico cenário musical da banda, que aproxima ainda mais o reggae de nossa realidade cultural. "O reggae é um ritmo de harmonia muito simples, e apresenta muita facilidade em se adaptar aos outros sons um pouco mais complexos e com uma melodia mais trabalhada. Com a gente, tudo vira reggae", afirma Zeider Pires, vocalista do Planta e Raiz e do Brasil Reggae All Star.

Nem sempre todos os integrantes viajam juntos, por questões de agenda, mas Juiz de Fora poderá conferir um time de peso no palco do Cultural. Nos metais, Jefferson Victor (trompete) e Bidú, ex integrante dos Paralamas do Sucesso (trombone). Além deles, Lauro Farias do O Rappa (baixo), Maurício Pacheco e Tião Freitas (guitarras), Marcelo Campos (percussão), Ruvício Santos (bateria) e os vocalistas Ras Bernardo, Ângelo B e Zeider completam a banda. O repertório conta com clássicos do Cidade Negra, como "Pensamento", "Falar a verdade" e "Na frente da TV", além de "Pedido de Jah" (Ponto de Equilíbrio) e "Fato consumado" (Edson Gomes).

Abrindo e fechando a noite, a banda local Rama Ruana apresenta suas composições de apelo social e político. O quinteto é formado por Marcelo Magaldi (bateria), Rafael Cardoso (voz), Diogo Veiga (teclados), Fabrício Santana (baixo) e Bruno Tardio (guitarra).

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BRASIL REGGAE ALL STAR

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Hoje, às 23h

 

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Cultural Bar

(Av. Deusdedit Salgado 3.955 – Teixeiras)

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