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Novo olhar para uma antiga investigação

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A questão que motivou algumas das primeiras pesquisas de Ricardo Cristofaro ressurge sob nova perspectiva na exposição Closure (escultura.objeto), em cartaz no Hiato – Ambiente de Arte. Professor do Instituto de Artes e Design da UFJF, o artista inaugura uma nova fase em sua produção, ao explorar em três dimensões a temática que motivou seu trabalho em meados da década de 1980. Tratam-se de criações que têm como inspiração as primeiras formas observadas na natureza, que variam de seres microscópicos a estruturas marinhas ou fósseis. As sugestões exploradas em desenhos e pinturas, no passado, conquistam maior autonomia espacial nas 24 esculturas e objetos citados no título da mostra. No começo da minha carreira, havia uma ligação muito forte com essa organicidade. Agora, elas migraram para o campo da tridimensionalidade, comenta Cristofaro.

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As formas orgânicas observadas atuam como um primeiro impulso criativo, conforme explica o artista. Essas estruturas funcionam como um alicerce. Em determinado momento, eu me desprendo e chego a formas abstratas. De alguma forma, entretanto, o vínculo inicial permanece, evocando no espectador uma sensação de familiaridade com as esculturas.

Confeccionadas em ferro, as esculturas recebem um tratamento de coloração, que também remete à fase inicial do artista, ligada à pintura e ao desenho. A partir das chapas metálicas, Cristofaro extrai a coloração do próprio ferro, manipulando agentes químicos. Sob seu controle, esse processo de oxidação gera matizes que vão do laranja ao preto. É uma pesquisa que, em certo sentido, me faz voltar à pintura.

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De certa forma, Closure sugere ao espectador que acompanha a trajetória de Cristofaro uma certa ruptura. Na nova mostra, o artista deixa de lado as formas de objetos cotidianos, marcantes em seus trabalhos mais recentes, com a proposta de causar uma ressignificação plástica desses mesmos itens. O artista, entretanto, pondera para convergências entre esses dois universos de pesquisa. Continuo tendo interesse pela atmosfera da matéria e da forma, explica. O professor também esclarece que nunca chegou a deixar de lado a investigação de formas orgânicas. Ao contrário, a temática ressurgiu em diferentes momentos de sua trajetória e, pelo visto, vai continuar se mostrando instigante para pesquisas futuras.

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RICARDO CRISTOFARO

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Abertura hoje, às 20h. Visitação de segunda a sexta, das 9h ao meio-dia e das 14h às 18h; sábado, das 9h às 13h. Até 5 de novembro

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Hiato – Ambiente de arte

(Rua Coronel Barros 38 – São Mateus)

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