
Presidente do Iphan-MG, Leonardo Barreto, e o secretário da PJF Vitor Valverde
Atualizada às 20h13
O projeto de criação do Complexo Cultural Praça da Estação, que compreende a revitalização de todo o entorno da praça, recebeu parecer favorável para as intervenções pela superintendência estadual do Instituto de Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan-MG). O anúncio foi feito em entrevista coletiva na tarde de ontem pelo superintendente do órgão, Leonardo Barreto, e pelo secretário de Administração e Recursos Humanos da Prefeitura de Juiz de Fora, Vítor Valverde.
O projeto, orçado em R$ 12 milhões, segundo Valverde, já possui garantidos R$ 2,5 milhões captados pela MRS por meio de incentivo fiscal da Lei Rouanet. Para completar o valor necessário, Barreto acenou a possibilidade de o instituto contribuir para a captação de recursos por meio do orçamento do próprio Iphan e de leis de incentivo à cultura. "O projeto contou com a simpatia do Iphan logo de início muito por conta de sua ousadia e, ao mesmo tempo, respeito pelo valor e pela história do local. Estamos fazendo um trabalho de preservação da memória ferroviária importante para Juiz de Fora", pontuou Barreto. Para o início das obras, segundo Valverde, o projeto precisa ainda da aprovação do Instituto Estadual do Patrimônio Histórico e Artístico de Minas Gerais (Iepha-MG) e do Conselho Municipal de Preservação do Patrimônio Cultural (Comppac).
O dirigente do Iphan informou também que tramita no instituto um projeto para tombar todo o conjunto arquitetônico e os jardins do Museu Mariano Procópio e, segundo ele, "corrigir um erro histórico". O espaço tem somente seu acervo protegido pelo Iphan. Conforme o superintendente da Fundação Museu Mariano Procópio (Mapro), Douglas Fasolato, com o tombamento, o museu pode ter acesso a linhas de patrocínio e gerar mais recursos para a instituição. "O tombamento é mais um reconhecimento do museu, e temos todos os subsídios técnicos para que ele ocorra."
Alterações
Para transformar a Praça da Estação em um complexo cultural, haverá uma série de modificações na região. Está prevista a demolição do prédio cinza, que abrigava o Instituto Cidade e oculta a visão da Estação Leopoldina, além da recuperação desta e da Estação Central do Brasil. A ideia é revitalizar também os antigos armazéns da Rede Ferroviária Federal (RFFSA) e do setor onde funciona hoje o Museu Ferroviário, que será transferido para o prédio da Estação Central. Integra o projeto a transferência de um ponto de ônibus localizado próximo à Estação Central, que passará a ocupar a Rua da Bahia. A proposta também contempla instalação de mesas na praça, atração de bares e restaurantes e incentivo para que os proprietários de imóveis no entorno invistam na recuperação das edificações. A maquete virtual do projeto pode ser conferida no site www.tribunademinas.com.br.

