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Mais quatro projetos do edital “Pau-Brasil” serão apresentados em JF

Pau brasil
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Originalmente, a Semana de Arte Moderna teve fim em 17 de fevereiro de 1922. Suas influências, celebradas pelos projetos do edital “Pau-Brasil”, do Programa Cultural Murilo Mendes, da Funalfa, continuam a perdurar nesta semana pela cidade, ainda em comemoração ao seu centenário. Com a proposta de repensar o que foi o movimento modernista, os artistas de Juiz de Fora desenvolveram suas ideias em forma de performance, vídeo, livros e poemas, além de oficinas e exposições. Entre terça e quarta-feira, mais quatro projetos serão apresentados ao público.

“Transfusão poética”

Na manhã desta terça-feira (22), acontece a apresentação do “Transfusão poética”, às 10h, na Galeria Ali Halfeld (Rua Halfeld 22). O projeto de Patrícia Almeida conta com uma videoinstalação, a exposição de um livro e uma oficina. O “livropoema” “Retalhos” foi feito em tecido, e uma tinta estampa as palavras em português e em kheoul karipuna, língua dos povos originários do Amapá. Além disso, a partir de miçangas, as páginas contam, também, com transcritos das duas línguas para o braile. Foi a partir disso que o vídeo foi construído, com a finalidade, de acordo com a artista, de demonstrar as possibilidades das linguagens artísticas e apresentar os vários “brasis”. Aos transeuntes interessados, Patrícia estará no espaço construindo uma peça em fuxico, e convida a participar da confecção juntamente.

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“Apenas Sheilla”

Já às 19h, Raomi Zarec lança o livro “Apenas Sheilla”, no Teatro Paschoal Carlos Magno. A obra de ficção conta a história de Sheilla, uma indígena mestiça que vai estudar na França, mas retorna ao Brasil. Nesse tempo, vive histórias e sofre preconceitos, mas abdica das tradições de sua tribo, dos Guarani-Kaiowá. “‘Apenas Sheilla’ aborda as questões da soberania brasileira, a expansão e consolidação do território por índios, negros, escravos e imigrantes. Enfoca os aspectos religiosos, afros, cristãos e a cultura negra no país”, explica o autor.

(Foto: Divulgação)

“5×22 – 5 mulheres relendo 5 obras de 5 artistas do movimento de 22”

Na quarta-feira (23), às 19h, no Moinho Zona Norte, acontece o lançamento da exposição de fotografias “5×22 – 5 Mulheres relendo 5 obras de 5 artistas do movimento de 22”. A proposta, de acordo com Carú Rezende, proponente do projeto, foi recriar cinco quadros de artistas mulheres que foram importantes para o modernismo, usando-os como influência, com total liberdade criativa. Todo o projeto foi desenvolvido por mulheres, desde a equipe técnica às que participaram do ensaio. Além da exposição com as fotos assinadas por Ana Ferreira, haverá também uma oficina, no dia 16 de março, também no Moinho, de produção cultural voltada às mulheres que queiram dar vida aos seus projetos. “A ideia é fazer essa gira, valorizar o trabalho de mulheres, e permitir que quem está começando possa conquistar seu trabalho no cenário cultural”, explica Carú. A inscrição pode ser feita através do link bit.ly/ProducaoCulturalMoinho

Bia Nascimento para a recriação do quadro “Tropical”, de Anita Malfatti (Foto: Ana Ferreira/Divulgação)

“Klaxon e o espírito moderno”

Também às 19h, no Museu de Arte Murilo Mendes (MAMM), Bruna Schelb lança o curta-metragem “Klaxon e o espírito moderno”. No filme, a diretora dá vida à Klaxon, uma das primeiras revistas modernistas, e busca expressar o espírito moderno defendido por Graça Aranha. Dando formas humanas às ideias do modernismo, Bruna, de maneira experimental, tenta se colocar diante do movimento. “A vontade de criar personagens em cima dessas palavras e manifestos foi, realmente, de me ver, aqui e agora, olhando para uma coisa que aconteceu 100 anos atrás. É uma busca de se entender agora sem deixar de olhar para as coisas que já foram.” O curta foi gravado, em sua maior parte, no Jardim Botânico da UFJF e marca, também, a reabertura do auditório do MAMM que, desde o começo da pandemia, estava fechado.

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