Criaturas semivivas (ou seriam semimortas?), emissoras de grunhidos incompreensíveis e em busca constante – em seus passos titubeantes – por sua iguaria preferida: o cérebro humano. Ícones da cultura pop atual em séries como The walking dead, os zumbis povoam o cinema mundial desde a década de 1960, quando um ousado George A. Romero lançou A noite dos mortos vivos, clássico do gênero que abre a Mostra Cinema de Zumbi, que começa hoje e vai até 30 de janeiro de 2014. No período, que terá interrupção entre 14 de dezembro e 8 de janeiro, o Cineclube Bordel Sem Paredes exibe clássicos e produções underground protagonizadas pelos mortos-vivos. Lançado em 1968, o longa de Romero é uma das obras definitivas do cinema de terror para a consagração dos zumbis, definindo diversas premissas consolidadas sobre os seres no imaginário popular, como o andar cambaleante, o apetite por carne humana, a irracionalidade e o tradicional grito de atire na cabeça para matar. No filme, os mortos saem de suas tumbas devido à radiação provocada pela queda de um satélite, deixando as pessoas acuadas em casa para sobreviver à horda faminta por carne e sangue.
A noite dos mortos vivos, hoje, às 19h,
no Anfiteatro João Carriço (Av. Rio Branco 2234 (Prédio da Funalfa)
