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Lembrando Dnar Rocha

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Teto da Galeria Pio X é uma das obras do artista
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Teto da Galeria Pio X é uma das obras do artista

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O juiz-forano apressado em seu dia a dia cruza pelas galerias da cidade. Sem perceber, passa quase sempre por uma obra de arte sobre seus olhos. O vitral no teto da Galeria Pio X, uma das mais antigas que cortam o Centro de Juiz de Fora, ostenta obra de Dnar Rocha. Por muitos anos ela permaneceu sem a assinatura do criador, até que, em 1992, a pedidos, Dnar deixou seu nome marcado no local. Hoje, ele completaria 79 anos.

Para o artista, que faleceu em 2006, esta obra era motivo de satisfação. Segundo Aída Célia de Andrade, viúva do pintor, Dnar deixou alguns sonhos. Um deles ela pretende realizar em setembro, quando planeja expor seu acervo pessoal. A mostra vai contar com aproximadamente 50 obras, sendo algumas inéditas para o grande público. Vão integrar a exposição quadros que Dnar fazia para presentear a mulher em datas especiais e até hoje permanecem na casa onde morava. "Minha parede está cheia de quadros. Estou sem a presença física dele, mas as paredes falam dele o tempo todo, enchem minha casa de alegria. Ele queria realizar exposições somente com obras do acervo de quem as possuía. Sua intenção era reviver seu trabalho através da visão de outras pessoas, então estou começando a realizar esse desejo."

O professor e artista plástico Petrillo, que recentemente expôs na Galeria Hiato 15 desenhos de cavaletes, quatro telas e outros quatro desenhos inéditos de Dnar, pertencentes a seu acervo, destaca a singularidade do pintor. "Dnar veio pintor e se manteve desta forma. Mas, principalmente, foi fiel ao que ele acreditava que era a pintura, pintava o que gostava, independentemente de modismo ou do que outras pessoas poderiam achar."

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