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Professor indica 6 livros para ler ‘não apenas no dia 20 de novembro’

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O Dia da Consciência negra de 2020 marca os 325 anos da morte de Zumbi dos Palmares, ícone da resistência negra no Brasil. Em um cenário de opressão contínua ao povo preto, que consiste em mais da metade da população brasileira, a literatura é um espaço de reflexão e de provocação do debate público sobre o tema. Professor da Estácio e coordenador do Núcleo de Estudos Afro-Brasileiros da instituição, o especialista Paulo Sergio Gonçalves aproveita a data para indicar seis obras literárias para ampliar a consciência sobre a negritude no Brasil.

O genocídio do negro brasileiro (Abdias Nascimento) 

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O autor foi uma das mais destacadas vozes na luta pelos direitos dos negros no Brasil. Natural de Franca, no interior de São Paulo, Abdias (1914-2011), fundo o Teatro Experimental do Negro e teve uma carreira brilhante na academia. Também atuou como ator, poeta, escritor, artista plástico e na política foi Deputado Federal de 1983 a 1987 e Senador da República de 1997 a 1999 pelo PDT.O livro desmascara o mito da Democracia Racial por meio de artigos apresentados num congresso na Nigéria.

Tornar-se negro (Neusa Santos Souza) 

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A psiquiatra e psicanalista Neusa Santos Souza escreve esta obra sobre a questão racial no Brasil onde nos apresenta um estudo teórico, com relatos de sua vivência, a respeito da vida emocional do negro em nosso país. A obra trata de questões tais como a auto rejeição do negro nos sentimentos de inferioridade e nas convenções de beleza exterior. Uma obra valiosíssima.

Dossiê Mulheres Negras 

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Retrato das condições de vida das mulheres negras no Brasil (organizado por Mariana Mazzini Marcondes, Luana Pinheiro, Cristina Queiroz, Ana Carolina Querino e Danielle Valverde) – valiosa obra que traz artigos que tratam da condição de vida da mulher negra em nosso país num projeto idealizado pelo IPEA (Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada). É possível ter acesso à obra na internet de forma gratuita.

A integração do negro na sociedade de classes (Florestan Fernandes) 

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Livro publicado no ano de 1964 pela primeira vez. A obra é a tese de Doutorado de Florestan e é considerada a tese mais famosa já defendida na USP. O livro traz uma abordagem que representa uma virada histórica na imagem que o Brasil apresentava de si próprio, ou seja, aqui Florestan discute a democracia racial como um mito construído através dos tempos. É um marco da Sociologia no Brasil.

Raízes do Brasil (Sergio Buarque de Holanda) 

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Livro publicado no ano de 1936, é uma importante obra para se conhecer o processo de formação da sociedade brasileira. Sergio nos fala sobre o legado colonialista que se mostra como um obstáculo para o estabelecimento da democracia em nosso país.

O mito da democracia racial – um debate marxista sobre raça, classe… (Wilson Honório da Silva) 

Livro composto de arquivos que combatem a perspectiva da democracia racial no Brasil que diz que vivemos num país sem racismo.

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