O pioneirismo de Juiz de Fora na produção artesanal de cervejas é totalmente aliado à vinda de imigrantes alemães para a região. E foi a partir de um deles, Sebastian Kunz, que em 1861 houve a fabricação da primeira cerveja artesanal da cidade, conhecida como Cervejaria Barbante. Apesar de um longo hiato, que sucedeu décadas, a produção foi retomada em 2008, quando a cervejaria foi reaberta.
Desde a última quarta-feira, 18, o projeto Memórias JF deu início a um evento sobre a produção de cervejas na cidade, que hoje vai desde grandes e médios produtores como Brauhaus, Mr. Tugas, Antuérpia, São Bartolomeu e Timboo, até cervejas locais produzidas de maneira caseira. A Cervejaria Barbante, precursora neste processo, vai sediar palestras com especialistas no assunto, tratando tanto de questões culturais quanto mercadológicas e também atividades de entretenimento com show, oficina, dança e contação de histórias.
A agenda de sábado (21) começa ao meio-dia na Cervejaria Barbante e se estende até as 21h, com oficina de bordado, show com Marcelo Magaldi e apresentação de dança típica da Alemanha. Já o domingo, das 12h às 16h, é dedicado à contação de histórias feita pelo grupo Anima Festa.
Essa é a terceira edição do projeto “Memórias JF”, que já teve como tema “A arquitetura baseada em Pantaleone Arcuri” e “Museu Mariano Procópio: olhares”. Nesta edição, o tema do pólo cervejeiro vai permear um ano de trabalho em prol da divulgação de peças fabricadas por 15 artistas da cidade retratando a memória das cervejarias juiz-foranas. Entre eles, as artesãs Josy Amaral e Lúcia Becker, os artistas plásticos Ramon Brandão e Fernanda Cruzick, a Maria Cristina de Oliveira, que tem um trabalho como handcrafter, e a fotógrafa Silvania Duarte.

