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Sustentabilidade sob múltiplos focos

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Rio – Mais de 90 fotografias tiradas de helicópteros e balões nos últimos 20 anos compõem a mostra "A Terra vista do céu", em cartaz desde 27 de abril, ao ar livre, na Cinelândia, no Rio. Idealização do fotógrafo e ativista francês Yann Arthus-Bertrand, a coleção, com 11 imagens, integra a programação cultural da Rio+20, conferência da ONU sobre desenvolvimento sustentável e economia verde, que acontece de 13 a 22 de junho. Outras opções artísticas também foram escaladas para o encontro mundial. Desde a última sexta (15), a Cúpula dos Povos, no Aterro do Flamengo, tem chamado a atenção de moradores e turistas com a exposição de produtos da "Cataluxo – Mulheres de Itaoca", no stand do Instituto Synthesis. Trata-se do resultado de meses de trabalho do instituto com cerca de 20 ex-catadoras do Aterro de Itaoca, município de São Gonçalo (RJ). A Caixa Cultural RJ, no Centro, apresenta, desde 1º de junho, a exposição "Séculos indígenas no Brasil", que vem apresentando nova abordagem sobre a cultura dos povos indígenas brasileiros.

"O mundo a seus pés." Essa foi a sensação que o visitante Marcílio Brito experimentou ao tirar os sapatos e pisar em um tablado onde a Terra está em forma de um planisfério. "’A Terra vista do céu’ revela a fragilidade e a beleza do planeta visto por um ângulo diferente", ressaltou Brito, durante visita da Tribuna ao local na última quinta.

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Vista por mais de 120 milhões de pessoas em 110 países, a mostra propõe uma reflexão sobre a evolução do planeta, 20 anos após a realização da Eco 92, evento que – também com sede na capital fluminense – teria desencadeado o trabalho de Yann Arthus-Bertrand, segundo informações do texto de apresentação da mostra, que tem o apoio do Ministério da Cultura (MinC), da Embaixada da França no Brasil e da Prefeitura do Rio. Além de ver as fotos, os visitantes podem entrar em uma tenda e assistir a um vídeo de uma hora e meia com informações sobre a Terra.

Transformar o "lixo" produzido no carnaval em artesanato ecológico e ainda ganhar um novo ofício. Essa foi a intenção das artesãs do projeto "Cataluxo", que ganhou exposição na Cúpula dos Povos (Aterro do Flamengo) graças à iniciativa de mulheres que optaram por transformar suas vidas em ideias simples e originais.

Em mais de 450 metros quadrados, um corpo de uma cobra, feito a partir de vários tipos de bambu, palha, tronco, junco e argila, recria ambientes que remetem a aldeias indígenas, na Caixa Cultural. Na estrutura cenográfica de "Séculos indígenas no Brasil", os visitantes conhecem uma cronologia histórica da rotina dos primeiros habitantes do Brasil. Ao longo da mostra, telas de LCD exibem informações, e tablets se encontram à disposição para consulta, uma forma – para lá de sustentável – de empregar a tecnologia a favor da preservação histórica.

 

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"A Terra vista do céu"

Até sexta, das 9h às 19h, sábado e domingo, das 10h às 18h (com monitores) – as luzes dos painéis ficam acesas até as 23h até domingo. Na Cinelândia

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"Cataluxo – Mulheres de Itaoca"

Das 11h às 17h, na Cúpula dos Povos (Aterro do Flamengo). Até sexta

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"Séculos Indígenas no Brasil"

De terça a domingo, das 10h às 21h, na Caixa Cultural (Av. Almirante Barroso 25 – Metrô: Estação Carioca)

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Até 30 de junho

 

 

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