Ícone do site Tribuna de Minas

Ao passar por JF, a atriz Malu Galli fala sobre seu novo papel na novela das 19h

PUBLICIDADE

 Malu Galli mal saiu de "A vida da gente" e já está de volta à telinha da Globo. A atriz, que interpretou a personagem Dora na trama das 18h, recentemente vive Lygia, uma patroa "gente fina" em "Cheias de charme", folhetim das 19h, assinado por Filipe Miguez e Izabel de Oliveira. Com consolidada trajetória nas artes dramáticas, ela conversou com a Tribuna e contou alguns detalhes de sua personagem, além de suas passagens por Juiz de Fora, onde alugou uma casa de fazenda para descansar da rotina de estúdio. "Lygia é uma advogada competente, é esposa de um espanhol e mãe de dois filhos. É patroa da Penha, vivida pela Taís Araújo", diz, sobre a nova e irreverente Lygia, que vem se tornando cada vez mais conhecida dos telespectadores por três apelidos: Tubaroa (no trabalho), Manhê (em casa) e Mi Amor (entre quatro paredes).

Atriz e diretora, Malu Galli, nascida em 1971 no Rio, é destaque no teatro, no cinema e, claro, na TV, onde começou no papel de Jurema em "Anos rebeldes", minissérie exibida na Globo em 1992. Na emissora, não faltam personagens de peso interpretados por Malu. Lúcia ("Queridos amigos"), Liginha ("Três irmãs"), Dolores ("Aline"), Yolanda ("Tempos modernos") e Dora ("A vida da gente") são as personagens mais recentes.

PUBLICIDADE

No cinema, sua última aparição foi como Ana, no filme "180º", do diretor estreante Eduardo Vaisman, lançado mundialmente em 2011. Sucesso de crítica e público, o longa, também estrelado por Eduardo Moscovis e Felipe Abib, gira em torno de um triângulo amoroso entre três jornalistas, Ana, Russell (Moscovis) e Bernardo (Abib), todos da classe média carioca.

No currículo da atriz, casada com o renomado artista plástico Afonso Tostes, constam ainda outros longas de repercussão internacional, como "O xangô de Baker Street" (2001), "Harmada" e "Dom" (2003), "Achados e perdidos" (2005), "Ouro negro – A saga do petróleo brasileiro" e "El cobrador: in God we trust" (2006), "Maré – Nossa história de amor" (2007), "Mulheres sexo verdades mentiras" (2008) e "O contador de histórias" (2009).

 

Tribuna – Entre atuar e dirigir, o que te chama mais para a dramaturgia?

PUBLICIDADE

Malu Galli – Minha experiência como diretora é pouca ainda, embora o tipo de teatro que tenha feito durante muitos anos (teatro de companhia, com processos colaborativos) contribuiu para que isso fosse uma consequência natural do meu trabalho como atriz. Atuar e dirigir são duas coisas muito prazerosas e duas funções complementares. Ter experiência nas duas funções é muito enriquecedor. O maior desafio para mim é estar desempenhando uma das funções e não querer estar do outro lado, me contentar em fazer somente aquilo.

 – Teatro, TV ou cinema?

PUBLICIDADE

– Gosto de fazer os três. Cada um tem uma demanda e exige um exercício diferente. Estreei "Cheias de charme". Em novembro, estreia uma peça, uma adaptação da trilogia de "Oréstia", de Ésquilo, em que dirijo e atuo. Cinema, por enquanto, sem projetos.

– Nesta novela das 19h, aliás, sua personagem não é tão realista quanto a de "A vida da gente", com quem, inclusive, tantas mulheres se identificaram.

– Minha personagem é Lygia, uma advogada workaholic, mãe, mulher, que precisa administrar carreira, casa, família, faz jornada tripla de trabalho. Tudo o que precisa é de uma empregada. Vai encontrar em Penha (Taís Araújo) a parceira perfeita para administrar sua casa. Foi tranquilo sair de uma e começar a outra, não saí cansada de "A vida da gente".

PUBLICIDADE

– Mas e a Dora (de "A vida da gente")? Foi espelho para a mulher brasileira?

– Acho mesmo que a dramaturgia está tendendo para retratar a vida real, e as mulheres têm ganhado cada vez mais espaço no mundo, consequentemente na TV também.

– A que atribui a repercussão positiva entre a crítica nacional e internacional de "180º", já que o longa circulou pelos EUA?

PUBLICIDADE

– Nunca tinha trabalhado com o Du (Moscovis), e foi um encontro muito legal. Nos demos muito bem. O filme fala sobre gente de classe média, conflitos cotidianos, e isso é pouco retratado no cinema brasileiro. O roteiro com sua narrativa fragmentada também contribuiu para o interesse do público.

– Apesar do primeiro papel na politizada "Anos rebeldes", foi na minissérie "Caros amigos" que você caiu no gosto do público, não?

– Sim. Meu primeiro contato com a TV foi em "Anos rebeldes". Era uma ponta, mas a personagem durava toda a série. Aproveitei para ver os colegas trabalhando, foi uma espécie de escola. Considero minha estreia mesmo. Já na série "Queridos amigos", onde tive a sorte de interpretar uma personagem incrível, a Lúcia, pude mostrar meu trabalho.

– E sua relação com Juiz de Fora? Quando nos encontramos num show do Lúdica Música! na Praça da Estação, você me confidenciou ser quase um hábito circular pela cidade…

– Costumava visitar Juiz de Fora na adolescência, quando passava os fins de semana em casa de amigos. Frequentava o Marrakesh. Passei muito tempo sem voltar, agora tenho ido, mas só de passagem, costumo parar para almoçar, ou tomar um café antes de seguir viagem. Gosto das pessoas, da hospitalidade e da comida de Juiz de Fora.

 

Sair da versão mobile