"Um grande amor pela cultura popular brasileira." Este é o elo entre Gustavo Amaral (Gustavito) e Luiza Brina, segundo ele. Os músicos de Belo Horizonte se apresentam nesta quinta, no projeto "10 em ponto", do Cultural Bar. Como proposto, os músicos sobem ao palco pontualmente às 22h e apresentam ao público juiz-forano seus primeiros álbuns solo. A parceria deveria ter acontecido no último ano, pelo projeto "Música da cidade", promovido pela Cooperativa da Música de Minas Gerais (Comum), mas teve que ser adiada em função do mau tempo e dos contratempos, de acordo com a cooperativa.
Compositor, arranjador, letrista e instrumentista, atualmente, Gustavito se divide entre os grupos instrumentais Tiaoduá e Diapasão. Com este último, está em fase de produção de um novo CD, ainda sem data para chegar às prateleiras. As letras carregadas de lirismo são características marcantes de seu trabalho, conforme ele. "Valorizo muito a qualidade das letras. Antigamente, elas eram mais originais, críticas, chamavam para a reflexão, o que tem sido muito esquecido na música brasileira atual", questiona. "A poesia é capaz de retratar o que acreditamos."
Seu primeiro álbum solo, "Só o amor constrói", lançado em 2012 e composto por 11 faixas autorais, traz referências do Tropicalismo e do Clube da Esquina. "E também tem traços da música de raiz, contando com experimentações", pontua o artista, que será acompanhado por sua banda, formada por Pablo Passini (guitarra), Felipe José (contrabaixo e violoncelo), Christiano de Souza (percussão) e Yuri Vellasco (bateria).
Já Luiza Brina trará à cidade repertório baseado no álbum "A toada vem é pelo vento", também lançado no último ano. A mineira de voz suave se dedica ao curso de composição na Universidade Federal do Estado do Rio de Janeiro (Unirio). "Acho que comecei a compor com 9 anos de idade", lembra. "Hoje, me divido entre as duas capitais", diz. Além de cantar e compor, a jovem também é instrumentista.
O trabalho da artista esbanja referências a ritmos brasileiros, misturando MPB, samba, xote, ciranda e pop, entre composições solo e em parceria com outros músicos. "Também entram nessa mistura maracatu e alguns ritmos cubanos, como a salsa", conta ela, destacando a constância das parcerias na cena musical belo-horizontina. Luiza sobe ao palco com sua banda O Liquidificador, composta por Ana Estrela (saxofone tenor), Analu (percussão), Christiano de Souza (percussão), Flora Lopes (percussão), João Paulo Prazeres (saxofone alto e flauta), Thais Montanari (flauta) e Vanilce Peixoto (violoncelo).
GUSTAVITO E LUIZA BRINA E O LIQUIDIFICADOR
Quinta-feira, às 22h, no Cultural Bar (Av. Deusdedit Salgado 3.955)
