Ícone do site Tribuna de Minas

Depois daquela estreia

PUBLICIDADE

Formado por quatro músicos de renome, o Quarteto de Cordas Camargo Guarnieri e Piano tem um motivo especial para causar comoção durante concerto no Cine-Theatro Central com o pianista Paulo Henrique Almeida. Foi na cidade, há nove anos, que o grupo de câmara viveu sua estreia, durante o 13° Curso Internacional de Música Scala (Cinves). A aclamação do público, na ocasião, serviu de prenúncio para a carreira de sucesso que viria pela frente. Hoje à noite, quase uma década depois, os músicos se reencontram com o público juiz-forano no 22º Festival Internacional de Música Colonial Brasileira e Música Antiga.

Vencedor do Prêmio Carlos Gomes, na categoria melhor grupo de câmara, em 2006, o quarteto é formado por Elisa Fukuda (violino), Ricardo Takahashi (violino), Sílvio Catto (viola) e Joel de Souza (violoncelo). O nome escolhido foi uma homenagem ao compositor e regente Camargo Guarnieri, autor de um legado de mais de 700 músicas. A obra de Guarnieri, aliás, foi escolhida como repertório do novo CD do quarteto, que tem previsão de lançamento para o segundo semestre de 2011.

PUBLICIDADE

Individualmente, os quatro instrumentistas do grupo também desenvolvem bem-sucedidas carreiras. Professora na Faculdade Cantareira, Elisa Fukuda recebeu prêmio da Associação Paulista de Críticos de Arte (APCA). O também violinista Ricardo Takahashi é chefe de naipe na Orquestra Bachianas Sesi/SP , além de violinista da Orquestra Sinfônica da USP (Osusp) desde 1994. Já o violista Silvio Catto é chefe de naipe da Orquestra Sinfônica do Teatro Municipal de São Paulo. No violoncelo, Joel de Souza é membro da Orquestra Municipal de São Paulo e da Sinfônica Estadual do Mato Grosso.

Músicas do alemão Johannes Brahms e do tcheco Antonín Dvorak estão no programa que o grupo apresenta hoje, no Central. Concebido para um quinteto com piano, o repertório propiciou a oportunidade de um encontro do quarteto paulista com o pianista Paulo Henrique Almeida. "São duas grandes obras de compositores muito líricos. São consideradas verdadeiras obras-primas", explica Elisa Fukuda.

Sair da versão mobile