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Estação Urbana transforma imóvel antigo em ponto de cultura e gastronomia no centro histórico

cafeteria estação urbana

(Foto: Felipe Couri)

cafeteria estação urbana
Os sócios Cláudio Ponciano e Julio Piobello (Foto: João Vitor Tebaldi)
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A Estação Urbana, espaço que une café e drinks na Praça da Estação, teve a sua inauguração no último final de semana e reuniu música, discotecagem e confeitaria fina. Nascida da parceria de longa data entre os promotores culturais Cláudio Ponciano e Julio Piobello, idealizadores da festa Marginal e do Clube Contra, o estabelecimento promete trazer cultura e criatividade para Juiz de Fora.

A novidade surge bem no centro histórico da cidade, em um lugar que estava para alugar há um bom tempo. “Provavelmente, quem via o espaço e visitava para a locação só viu as dificuldades”, acreditam os sócios. Porém, os dois conseguiram ver além dos desafios que envolvem a renovação de um dos prédios mais antigos de Juiz de Fora, localizado na região do baixo centro.

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Nascida da ideia de unir cultura, cafeteria e música, resultando em uma expansão dos empreendimentos culturais da dupla, como a festa Marginal e o Clube Contra e a produtora Marginal Lab, que eram limitados pelo horário noturno, a Estação Urbana é um sonho de longa data. Julio explica que sempre desejou se arriscar nesse tipo de empreendimento.

Antes da Estação e até mesmo do Clube Contra, ele possuía um foodtruck de waffles, mas sempre com a ideia de abrir seu próprio café. Após a inauguração e estabilização da casa de festas, os sócios decidiram que seria hora de embarcar em mais uma jornada: abrir uma cafeteria com a visão de fortalecer a cultura de Juiz de Fora, assinatura de seus empreendimentos.

Levar a cultura para onde as pessoas estejam

“O baixo centro é uma área com muitos estigmas, e que precisa ser ocupada”, explica Cláudio – o Crraudio nos sets. “A região tem fama de ser hostil até alguém chegar e mudar isso. Só de o café existir ali, na Praça da Estação, e estar aberto durante a noite, o local já se transforma, porque o café transmite segurança: é um local iluminado, com pessoas trabalhando”, Julio completa.

‘Do café pro drink é um pulo’ (Foto: Felipe Couri)

Os dois empresários também defendem retirar a elitização dos espaços, pensando nos lugares onde os outros cafés ocupam na cidade. “Muitos cafés e locais com essa proposta ficam localizados no São Mateus, no Alto dos Passos, na zona sul, mas a gente quis levar isso para onde as pessoas estão e onde passam. É sobre levar um lugar legal e acolhedor, com música e comida boa para o centro, onde as pessoas fazem suas compras e transitam”, defendem, pontuando que a ideia deu certo: teve até fila de espera na inauguração.

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‘Botar a mão na massa’

A reforma da Estação Urbana levou cerca de 5 meses para ser finalizada, sendo que os sócios desejavam finalizar em um mês. “A gente aprendeu a fazer massa corrida, a passar e emassar, colocamos a mão na massa”, conta Julio.

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(Foto: Arquivo pessoal/ Claudio Ponciano)

Outro ponto em que foram necessários meses de preparação foi a criação do cardápio da Estação Urbana. Julio realizou um curso de confeitaria e passou por diversas tentativas até aperfeiçoar o carro chefe da cafeteria: o croissant.

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Além de quitutes que integram a confeitaria fina com a massa folhada, foram incorporadas receitas tradicionais da família de Julio, como bolos, pão de queijo e outros. “A gente foi meio egoísta e quis fazer o que a gente gosta no cardápio”, brinca Claudio.

Os sonhadores

(Foto: João Vitor Tebaldi)

“A gente quis criar um café que fosse além do ambiente, que fosse acolhedor e confortável, mas que também fosse a nossa cara”, explica Claudio. Os sócios buscaram a autenticidade também em outros aspectos da cafeteria, como a discotecagem e o próprio sistema operacional.

Julio, que é programador, é responsável pelo sistema que é utilizado pela staff da Estação Urbana e o desenhou com o propósito de valorizar o atendimento humano e pessoal. “Quisemos unir o melhor da tecnologia, mas sem perder o humano. Então, a pessoa pode pedir o café pelo celular, se quiser, mas sabendo que vai ser preparado por uma pessoa que é barista, que sabe o que fazer e que não vai ser feito por uma máquina”, explica.

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Além de serem contra a automação de todos os processos, os sócios também buscaram formar uma equipe que tivesse qualidade de vida. Para isso, adotaram a escala 4×3 para seus funcionários, pois acreditam que o tempo de descanso é essencial e que pode, também resultar em um atendimento melhor, além de melhorar o ambiente de trabalho.

“Somos sonhadores, mas não no sentido ruim. E esse processo todo é sobre ir aprendendo no caminho, junto de pessoas que estão agregando muito”, esclarece Cláudio.

Os dois também pretendem que a Estação Urbana atenda tanto aqueles que buscam tomar um bom café quanto aqueles que buscam um local para sair à noite, mantendo o café com horário de funcionamento das 10h até às 22h.

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“Durante a semana, a gente quer que seja um espaço de criação, porque a gente trabalha com isso”, define Julio. Os dois também pretendem integrar a programação do café com mais sessões de discotecagem, lançamento de livros e outros.

*Estagiária sob a supervisão da editora Cecília Itaborahy

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