A Festa Country 2011 começa hoje. Até sábado, os peões entram na arena de rodeio e pedem a proteção de Nossa Senhora Aparecida. Logo após a competição, os artistas sobem ao palco e embalam o público no frio das madrugadas de maio no Parque de Exposições. Os portões serão abertos às 20h. Com a locução de Mara Magalhães e Juninho Brasília, as provas do rodeio começam às 21h30.
Por decisão tomada na tarde de ontem pelo juiz José Armando Pinheiro da Silveira, que responde interinamente pela Vara da Infância e da Juventude, menores de 18 anos só poderão entrar no evento acompanhados pelos pais ou responsáveis legais.
Hoje, Victor e Leo, uma das duplas sertanejas mais conhecidas no momento, são a principal atração da Festa Country 2011. Representando a continuidade renovada da música sertaneja, com um inconfundível estilo que mescla folk, pop, romantismo e sertanejo de raiz, a dupla apresenta as músicas do novo CD, "Boa sorte pra você", além dos sucessos dos outros álbuns da carreira dos irmãos. A abertura fica por conta da prata da casa Zonablue, e o encerramento será dos sertanejos Fabrício e Gabriel.
Samba e pagode vão dar o tom da sexta. Com o sucesso "Tá vendo aquela lua", o grupo de pagode Exaltasamba, mais conhecido como Exalta, chega a Juiz de Fora (ver entrevista abaixo). Sandra Portella abre a programação, enquanto Alan e Alisson fecha a noite.
Os brasilienses do Capital Inicial encerram a programação de shows nacionais no sábado. Liderada por Dinho Ouro Preto, a banda está trabalhando seu 12º disco, "Das Kapital". Os juiz-foranos do Onze:20 esquentam a noite, que terá o show da dupla Leonardo de Freitas e Fabiano no final.
Segundo a Settra, 24 ônibus extras serão colocados para atender a população. Destes, oito da linha 690, sete da 750, e seis da 790. Os veículos partirão, a partir das 20h, da Avenida Getúlio Vargas. Para quem preferir voltar de táxi, dois pontos próximos ao Parque de Exposições foram disponibilizados: um na Avenida Antônio Weitzel, em frente ao supermercado Bahamas, e outro na Rua Ambrosina Nunes Lima, entre as ruas Vidal Barbosa Lage e Vila Vidal.
Pagode universal
Nem o frio de Juiz de Fora promete segurar o Exaltasamba amanhã. Thiaguinho, vocalista do grupo considerado um dos expoentes do pagode no país, agradece o carinho dos juiz-foranos. "Em Minas Gerais, somos muito bem tratados e nos sentimos bem tocando aí. Nosso último show na cidade foi maravilhoso, lotadíssimo", disse, em entrevista à Tribuna por telefone.
Em junho do ano passado, Thiaguinho (banjo e vocal), Péricles (banjo e vocal), Brilhantina (cavaco), Pinha (repique de mão) e Thell (tamtam), levaram cerca de 40 mil pessoas ao Estádio Palestra Itália, em São Paulo, na gravação do DVD "Exalta 25 anos". Para hoje à noite, os sucessos do disco estão garantidos, como as românticas "Tá vendo aquela lua?", "Fugidinha" e "Hoje tem". Para o pessoal mais animado, "Um minuto" e "Falando segredo" dão o tom.
A presidente do fã clube Exaltamaníacos de Juiz de Fora, Meiry Mara, 18 anos, não se contém em euforia pela oportunidade de presenciar seu primeiro show como a maior fã da cidade. "Vamos uniformizadas e com cartazes nas mãos", diz. Se depender do entusiasmo de Meiry, as emoções já estão garantidas, já que Thiaguinho promete resumir os 25 anos do grupo em composições atuais e também relembrar os sucessos antigos. O pagodeiro adianta que os fãs nem vão precisar pedir por "Me apaixonei pela pessoa errada", "Telegrama", "Cartão postal" e "Gamei".
Para o próximo ano, Thiaguinho adianta que um novo trabalho será lançado e, questionado sobre a pegada das músicas, o corintiano relembra os campos para responder: "A tendência é continuar no mesmo estilo. Em time que está ganhando não se mexe." De fato, hoje, o grupo possui 14 álbuns, três DVDs e mais de sete milhões de CDs vendidos, além de já ter feito uma turnê pela Europa.
Tribuna – Como você define a música do grupo?
Thiaguinho – É abrangente, universal, sem preconceito. Gosto de compor música para todos. Acho que isso também vem ajudando o crescimento do nosso público. Até quem não gosta de samba chega para mim e fala: ‘não gosto de pagode, mas gosto do Exalta’.
– Assim como o sertanejo se recriou, em parte, no sertanejo universitário, o pagode e o samba também estão passando por mudanças?
– Não gosto muito de rotular. Não gosto do termo sertanejo universitário, acho que é um sertanejo novo, assim como Chitãozinho e Xororó também inovaram na época deles. Eu acho que o pagode tem as novas vertentes também, assim como o Exalta mesmo, que era mais tradicional e hoje em dia faz uma música bem contemporânea. Acho que é necessário isso acontecer em todos os segmentos, não só no sertanejo e no pagode, como no forró, no axé ou no rock. Tudo tem uma modernização natural.
– Qual a música que representa o clima de amizade da banda?
-Tem uma música minha chamada "A amizade é tudo", que não foi gravada por nós, foi gravada pelo Jeito Moleque, mas é uma música que representa bastante.
– Quem foi o cantor que dividiram o palco e mais marcou o grupo?
– Com certeza foi o Roberto Carlos. A gente participou desse último especial de fim de ano da Globo e, com certeza foi um dos momentos marcantes em nossa vida. Acho que qualquer cantor sonha um dia em participar do especial do rei.
– Quem gostaria de dividir o palco e ainda não foi possível?
-Eu tenho uma vontade muito grande de cantar com o Jorge Vercilo. Sou muito fã dele e das suas músicas.
– O que representa o Twitter e o Facebook na relação da banda com os fãs?
– Eu uso muito, para saber a opinião das pessoas, para informá-las o que está acontecendo na nossa carreira e na nossa vida. Geralmente a gente aparece em programas de televisão, em shows, e não tem muito tempo de mostrar a nossa intimidade. O Twitter possibilita isso, que as pessoas saibam um pouco sobre nossa família, amigos, o que a gente gosta de fazer.
– Como lidam com a alcunha de grupo mais famoso de pagode do Brasil? (pergunta enviada pela presidente do Exaltamaníacos de JF, Meiry Mara)
– Com muito orgulho. A gente é muito feliz. Lutamos muito pra conseguir chegar nesse status. A gente sabe que é muito difícil viver de música no Brasil, ainda mais viver de samba. Ficamos felizes em poder representar o samba em várias ocasiões diferentes, em premiações, em especiais de TV.
– Para aquele que está começando agora, qual o principal conselho?
– Ter perseverança, estudar, ser paciente, se preparar… E, no caso do sambista, é um pedido até meu, ter responsabilidade, pois já é um movimento bem marginalizado pelas pessoas. Eu faço de tudo para mudar essa imagem do pagodeiro.
