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De malas prontas para o Festival de Teatro de Curitiba

inedita em juiz de fora o casulo das memorias resignadas da teatrando estreia em curitiba nos dias 28 e 29 de marco

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Inédita em Juiz de Fora, “O casulo das memórias resignadas”, da Teatrando, estreia em Curitiba nos dias 28 e 29 de março

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“Estação dos passageiros invisíveis”, da INMundos, se apresenta nos dias 3, 4 e 5 de abril

Duas companhias juiz-foranas se preparam para se apresentar na concorrida Mostra Fringe de Curitiba. Pelo segundo ano, Adryana Ryal e sua turma da Teatrando voltam a investir na visibilidade que o evento, que abriga cerca de 400 espetáculos, entre nacionais e internacionais, pode dar ao teatro de Juiz de Fora. “Todos os grupos de Minas Gerais que passaram por lá tiveram uma boa repercussão. Queremos manter esse ponto de vista positivo. Voltamos de lá com uma crítica muito boa, fomos muito elogiados”, conta a diretora, pronta para dividir o palco em “O casulo das memórias resignadas”, nos dias 28 e 29 de março, com a colega Ana Paula Ozório. A história, prevista para entrar em cartaz em Juiz de Fora em maio, traz uma mãe que se recusa a ser mãe. Ela abandona a filha em troca de status e dinheiro.

“A vida de Virgínia D’Avignon sofre uma grande conturbação com a chegada de Lourdes, um pedaço do passado que ela acreditava estar morto e enterrado”, diz Adryana, ressaltando o fato de a menina ser obrigada a voltar para a companhia da mulher aos 17 anos. “Como as duas são muito semelhantes, tentamos fazer o mesmo figurino e a mesma cor de cabelo.” De cenário, somente um saco de meia-calça. “Além de a peça ser atemporal, é ‘alocal’. Trabalhamos o sentimento negativo do ser humano, o egoísmo, o individualismo, o orgulho”, sentencia a diretora e atriz.

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Assinando a dramaturgia de “O casulo das memórias resignadas”, está o ator Rafael Coutinho, também autor de “Estação dos passageiros invisíveis”, da INMundos Companhia Teatral, que se apresenta no Fringe nos dias 3, 4 e 5 de abril. “Participar do maior festival teatral do país é importante para nós, principalmente por ser nosso primeiro trabalho. Com certeza, vai ser uma grande vitrine”, conta Rafael, cujo texto, também encenado por Pri Helena e Bruno Quiossa, retrata a história de três pessoas em situação de rua que encontram abrigo em uma estação de trem abandonada. Para estar entre os grupos que baterão ponto por lá, é preciso arcar com todas as despesas de hospedagem, alimentação e transporte, o que acaba sendo um desafio para as trupes locais. A divulgação também fica por conta dos atores, diretores e produtores. As apresentações ocorrem em ruas, praças, palcos e espaços alternativos de Curitiba.

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