
Luiz Ruffato lança ‘Flores artificiais’ no Mamm
Bobby Clarke era um inglês cheio de aventuras na memória, que veio parar em Juiz de Fora e acabou enterrado no Cemitério Municipal. Vendedor de veneno para ratos em botequins decadentes, ele é o protagonista de uma das histórias de “Flores artificiais” (Companhia das Letras, 152 páginas), mais recente livro do escritor Luiz Ruffato, mineiro nascido em Cataguases, formado pela UFJF e radicado em São Paulo. A obra, cujo lançamento na cidade acontece nesta terça, às 19h, no Museu de Arte Murilo Mendes, é a reunião dos manuscritos de um certo Dório Finetto. O homem, natural de Rodeiro e funcionário do Banco Mundial, envia (ficção ou realidade?) a Ruffato seus registros das muitas viagens que fez ao longo da vida, e o escritor decide por publicá-los. Elogiado pela crítica, o título é o 11º na trajetória do autor de “Eles eram muitos cavalos” e representa o momento de transição em sua carreira. Findada a pentalogia “Inferno provisório”, Ruffato se vê livre para retratar outros assuntos, que não a questão proletária no Brasil. No novo livro, mostra-se, sobretudo, coerente com sua produção e cheio de fôlego para questionar o próprio fazer literário.
FLORES ARTIFICIAIS. Lançamento do livro de Luiz Ruffatto. Nesta terça, às 19h, no Museu de Arte Murilo Mendes (Rua Benjamin Constant 790)

