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Existe vida fora do pop rock

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Do outro lado da linha, Nando Reis parece não demonstrar arrependimento quanto à escolha que desembocou no Bailão do Ruivão, o que também poderia ser o aval de seu fim como compositor. "Não dou a menor bola para a crítica. Gosto de música, independentemente do gênero, do rótulo, da época da origem. Gravei um disco pela primeira vez cantando música de outros autores e fiz questão de escolher músicas que amo, de autores que admiro, mas que estão distante daquilo que os medíocres chamam de ‘música de qualidade’." Para quem acha que ele estava numa pior, pode aguardar pelo que o roqueiro ainda tem a oferecer, principalmente com relação à enxurrada de versões dançantes que aportam hoje no La Rocca.

A 15 dias de completar um ano, a turnê segue com as composições que Nando ouvia na infância e que, de uma certa forma, compõem sua particular formação musical. "Os shows são realmente uma festa, com momentos românticos, e posso dizer que cada apresentação é única e surpreendente", diz, antes de (re)explicar a ideia do projeto. "Havia músicas que eu gostaria de tocar, que fazem sentido na minha cabeça e poderiam estar dentro do projeto. Mas não adianta vontade se não encontrar o arranjo certo. Então a gente levantou um repertório maior que iríamos gravar e tivemos tempo para fazer as experiências e ver se o resultado musical seria satisfatório. As músicas se juntam na minha cabeça por associação, são as mais diversas possíveis, e, às vezes, não há nada de musical nisso, no sentido de não precisar ter uma harmonia idêntica, o mesmo assunto. Talvez seja simplesmente o tipo de emoção que ela desperte."

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Sobre o repertório, de tudo um pouco, "Muito estranho" (Dalto/Claudio Rabello), "Frevo mulher" (Zé Ramalho)," "Whisky a go go" (Paulo Massadas/Michael Sullivan), "Fogo e paixão (Rose) / My pledge of love" (Joe Stafford) e "Gostava tanto de você" (Edson Trindade) se misturam a autorais como "Bichos escrotos", "Sou dela", "Relicário" e "Do seu lado". Entre os Infernais, a única alteração foi na guitarra, que agora pertence a Walter Villaça (que vem acompanhando a juiz-forana Fernamda Ca) e não mais a Carlos Pontual, que saiu antes do início da nova temporada. O outros são Alex Veley nos teclados, Felipe Cambraia no baixo e Diogo Gameiro na bateria.

Na última edição do Grammy Latino, ele saiu premiado por "De repente" (em parceria com Samuel Rosa), eleita melhor canção brasileira. "Estava viajando, mas achei bacana o prêmio. Na real, o que vale mesmo a pena é fazer música com o Samuel Rosa, temos uma parceria de 16 anos, ele é um grande melodista", elogia o ex-titã, reforçando os mesmos hábitos, como ouvir canções no carro para se inspirar e manter a discrição quando indagado sobre um próximo projeto autoral. "O novo disco será gravado no ano que vem, e posso adiantar que será de inéditas." Para a maioria, isso basta. 

NANDO REIS

Hoje, às 22h

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La Rocca

(Av. Deusdedit Salgado 2.500). 3232-5308

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