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História e sociedade

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A pesquisadora Luciana Verônica lança, nesta quinta, às 18h30, na Biblioteca Redentorista, o livro Movimentos comunitários: experiências de participação em Juiz de Fora.1974-1988. O trabalho, lançado pela editora UFJF e financiado pela Lei Murilo Mendes, é fruto de dois anos de pesquisa no curso de mestrado em história pela Universidade Federal de Juiz de Fora.

O livro tem foco no papel que as associações de bairro, sociedades pró-melhoramentos e movimentos sociais tiveram na promoção da participação política dos moradores, e aborda as diversas formas de protesto e mobilização utilizadas por esses movimentos para conseguir melhorias na infraestrutura dos bairros.

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As comunidades estudadas foram o Grupo Comunitário São Bernardo, a Sociedade Pró-Melhoramentos (SPM) do Bairro Monte Castelo, União Juizforana de Associações Comunitárias de Bairros (Unijuf) e a SPM do Bairro Santa Luzia. Também serviram de fonte para a pesquisa alguns jornais locais publicados durante o do período e informações disponibilizadas pelo projeto Unibairros.

A mobilização dessas comunidades foi importante para a melhoria das condições de vida de sua população, obrigando o poder público a tomar providências. Suas reivindicações giravam em torno de itens básicos de infraestrutura urbana como iluminação, transporte, redes de água e esgoto, escola, áreas de lazer e conservação de ruas. Atualmente, os bairros analisados já possuem a maior parte destes itens. Essas demandas, agora, se localizam em bairros ainda mais periféricos, com pouca urbanização, afirma Luciana, que atualmente é doutoranda em história social pela Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ).

O cenário que a pesquisadora encontrou no período estudado é bem diferente da realidade apresentada nos dias atuais. As SPMs ainda existem de forma atuante na cidade, mas hoje os meios utilizados para o encaminhamento de demandas são diferentes. A prefeitura tornou-se mais burocratizada e segmentada. Nas décadas de 70 e 80, o contato era muito personalista, era o executivo municipal quem, muitas vezes, recebia os representantes dessas associações, e isso era publicado nos jornais. Além disso, o protesto como forma de pressão para o atendimento das demandas não é tão comum hoje em dia.

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MOVIMENTOS COMUNITÁRIOS

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Lançamento de livro hoje, às 18h30

Biblioteca Redentorista

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(Av. dos Andradas 855 – Morro da Glória)

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