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Diário de bordo

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Quer comer bem e recarregar sua energia? O destino é logo ali: Peru, nosso país vizinho. Visitando Lima, Cusco (capital da civilização Inca, umbigo do mundo), Vale Sagrado, Machu Picchu e diversos parques arqueológicos como Ollantaytaambo, Tipon e Saqsaywaman, você para e começa a pensar o que realmente é necessário para viver bem nessa vida. E uma conclusão é certa: viver em harmonia com a natureza. O respeito e a adoração que as civilizações inca e pré-inca tinham pela natureza – e que a população peruana tenta manter – são contagiantes.

Quando você começa a conhecer os templos onde os incas adoravam o sol, a terra e a água, uma energia inexplicável toma conta do seu corpo e da sua alma, você entra em transe. Depois de ver toda aquela arquitetura, outra conclusão vem à mente: atividades extraterrestres aconteceram em terras peruanas. Não, o chá de coca não dá onda! Essa constatação é feita sem qualquer alucinógeno no seu sistema nervoso. Basta apenas deixar sua sensibilidade aflorar. E como aflora quando atravessamos a mágica Cordilheira dos Andes.

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Não há ciência que explique, por exemplo, a arquitetura de Saqsaywaman (Casa do Sol), que fica a 1km de Cusco. Na cultura Andina, representa o mais grandioso e fascinante monumento que o homem da América ergueu. As pedras usadas na construção chegam a medir 9m de altura e 6m de largura e perfeitamente se ajustaram de um lado a outro. Teriam sido ajustadas por seres desconhecidos? Esse e outros sítios arqueológicos estão conectados a outros Centros de Poder dos Andes.

No Vale Sagrado, local mais fértil do país, ruínas incas de Ollantaytambo levam a outra viagem no tempo. É deste vilarejo que peguei o trem Expedition para Águas Calientes, uma viagem incrível, por meio de montanhas, sendo observado pelos deuses do Rio Urubamba, que te acompanham em todo o percurso, com direito a trilha sonora tipicamente andina. Após fazer esta viagem espiritual, subir as ruínas de Machu Picchu não chega a ser o auge da viagem, mas, com certeza, é uma catarse inexplicável.

E viva Manco Capac, provável fundador da civilização inca!

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