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Sempre atrás de um sonho

o espetaculo tera marionetes e caixas de sombras

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O espetáculo terá marionetes e caixas de sombras
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O espetáculo terá marionetes e caixas de sombras

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Atrás de um sonho, um pequeno fidalgo se transforma em Dom Quixote de La Mancha. Foram os livros os responsáveis pela sua loucura. Encantado pelo clássico de Cervantes e por que não dizer imbuído da mesma determinação do famoso cavaleiro andante, o diretor Alexandre Gutierrez persegue essa história para mais de uma década. O projeto da peça da GTMG/Cia.Tralha surgiu em 2003, ficou adormecido e agora vai para a cena em temporada que começa nesta sexta, às 20h, no Centro Cultural Bernardo Mascarenhas. Com apoio da Lei Murilo Mendes, “Dom Quixote” ganha montagem adaptada para 27 marionetes.

“Além de o texto ser atemporal, cada um de nós tem um pouco desse cavaleiro que vai em busca do que acredita. Sabemos que atrás de toda loucura tem muita lucidez”, diz o diretor, cujo espetáculo, segundo ele, é um dos mais importantes da trupe, que completa 21 anos de estrada em 2015. A trilha sonora tem produção de Sérgio Leite e foi pensada especialmente para essa aventura. Pouco foi modificado da versão original. “Acho que aceitar as ideias do autor é muito bacana, por isso procuramos ser bem fiéis. Mas tivemos que fazer algumas adaptações por causa da mobilidade das marionetes.”

Vestindo uma velha armadura de seus ancestrais, Dom Quixote convida o vizinho Sancho Pança para a viagem, prometendo-lhe o governo de uma ilha em troca da fidelidade. O caminho é percorrido em cima do cavalo batizado por ele de Rocinante. Sua ideia é salvar e proteger fracos, oprimidos, donzelas em perigo e tantos outros injustiçados. Para garantir toda a magia da peça, a famosa biblioteca do cavaleiro é representada por gigantes armários e centenas de livros.

O diretor conta que a Cia Tralha se jogou no projeto atual desde 2012, paralelamente ao trabalho de teatro de bolso intitulado “Nesta sexta tem teatro”. Nesse período, Alexandre passou por um curso com atores do Giramundo, referência no teatro dos bonecos. Por falar nisso, ele parafraseia Álvaro Apocalypse, diretor e mentor do grupo belo-horizontino, ao falar sobre sua nova arte. “Não somos nós que levamos o boneco, ele é quem nos leva”, comenta o diretor, ressaltando que se trata de um espetáculo de marionetes, atores e caixas de sombras.

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“Além das marionetes, o grupo traz para cena mais quatro conjuntos de cavalos e cavaleiros e uma carruagem. A manipulação é um processo minucioso e de estudo profundo. Cada boneco tem o seu pêndulo”, afirma. “O trabalho com bonecos é até mais intenso porque, enquanto você prepara a voz e vai montando a peça, o boneco é só um pedaço de madeira. Quando ele fica pronto, o personagem já está construído”, ressalta Alexandre, garantindo que a montagem atingirá crianças, adolescentes e adultos. Também pautado na técnica dos fios, o GTMG/Cia. Tralha montou o espetáculo “O reino feliz”, encenado mais de 80 vezes não só em Juiz de Fora, mas em outras cidades de Minas Gerais.

DOM QUIXOTE

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Em cartaz às sextas (26 de junho e 3 de julho, às 15h), sábados e domingos (20, 21, 27 e 28 de junho e 4 e 5 de julho, às 17h30)

CCBM

(Av. Getúlio Vargas 200 – Centro)

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