O superintendente do Procon (Agência de Proteção e Defesa do Consumidor) de Juiz de Fora, Eduardo Schröder, se reuniu na manhã de quarta-feira (18) com donos de espaços culturais e produtores de eventos da cidade. O objetivo era definir o esquema da devolução do valor dos ingressos adquiridos pelo público para as atrações agendadas até o final do primeiro semestre e que foram canceladas ou adiadas por causa da pandemia de coronavírus.
De acordo com Schröder, como não pode haver aglomeração de pessoas, os consumidores deverão entrar no site consumidor.gov.br para fazer a solicitação da devolução do dinheiro. Ainda segundo o superintendente do Procon, os produtores irão se cadastrar no site de forma que os clientes possam fazer o contato, e a devolução deve acontecer entre 30 e 90 dias após a solicitação. Um TAC (Termo de Ajuste de Conduta) deve ser assinado na quinta-feira no Ministério Público para dar início ao processo.
Entre outros meios, a devolução poderá ser feita por meio de depósito em conta bancária. O consumidor pode ainda entrar em contato com o Procon para tirar dúvidas quanto à devolução do dinheiro. Os números são 3690-7610 e 3690-7611.
Produtor de eventos e um dos proprietários do Cultural, Luqui Di Falco vê como positiva – sob vários aspectos – a reunião com o Procon. Dentre os motivos, o fato de os envolvidos na programação cultural da cidade poderem externar suas posições e serem ouvidos pelo órgão de defesa do consumidor. “Sempre pode melhorar, claro, mas pelo menos nos sentimos mais protegidos, e sermos ouvidos também ajuda a trabalharmos mais próximos com o púbico”, afirma. “No final, chegamos a um entendimento, havia a necessidade de acompanharmos essa questão de perto.”
Segundo Luqui, a maioria dos eventos será remarcada pelo menos a partir de junho, se a situação com a Covid-19 já estiver controlada, o que seria tempo suficiente para reiniciar a venda de ingressos. “O cliente também pode pensar se ele prefere esperar, pois quando o esquema de reembolso for aprovado, teremos até 90 dias para a devolução. Nossa preocupação era que isso gerasse um efeito cascata que esvaziasse os eventos de forma definitiva, afinal acreditamos que a reação na volta pós-vírus será gradativa.”

