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Buenos Aires ‘by night’

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Buenos Aires é uma cidade como outra capital qualquer; tem seus problemas de trânsito, deve-se tomar cuidado ao andar sozinho pelas ruas e o Centro tem questões de limpeza mal resolvidas. Mas tudo isso é pouco perto da recompensa que se tem ao olhar para cima. Talvez pela suposta mania de grandeza dos argentinos, ou pelo fato dessa ter sido uma das primeiras cidades planejadas na América do Sul. O fato é que a arquitetura de Buenos Aires encanta tanto durante o dia como à noite. As ruas e avenidas simétricas e os prédios e monumentos com iluminação cênica transformam um simples passeio noturno em uma caminhada que pode durar horas sem que você perceba.

E a noite portenha é um capítulo à parte. A generosa concentração de bares e boates em pontos específicos da cidade propicia e impele a uma peregrinação por alguns deles em uma mesma noite. Em 2011, tive a oportunidade de aproveitar esse variado cardápio de atrações durante os quase dois meses em que vivi na cidade para um curso de espanhol. Some a isso o fato de que me hospedei em uma residência estudantil com pessoas de vários países. O resultado foi uma Torre de Babel regada aos mais variados tipos de músicas, do funk importado do Brasil ao reggaeton vindo diretamente da Jamaica, com espaço para o kuduro africano – que por lá é sucesso há mais de um ano.

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A noite em Buenos Aires pode começar tarde pra alguns, nem pense em chegar antes de uma da manhã, ou você terá a impressão de que entrou em um prédio abandonado. Nunca deixe de lado, entretanto, os passeios diurnos. Inúmeras praças, diversos parques e La Bombonera, estádio do Boca Juniors, são alguns dos roteiros imperdíveis pra quem visita a capital argentina.

Luís Felipe (ao fundo, de camisa cinza) com os colegas da residência estudantil na capital argentina

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