Ícone do site Tribuna de Minas

Aos poucos, bem perto do original

Funcionários trabalham na recuperação da parte externa do museu
PUBLICIDADE

Funcionários trabalham na recuperação da parte externa do museu

PUBLICIDADE

Bruno observa andaimes que sustentam o lanternim e a claraboia

Villa recebe reforço na fundação

PUBLICIDADE

Atacada por cupins, sala de música também merece atenção

PUBLICIDADE

Restauradores resgatam pintura original

Aos poucos, as paredes internas da Villa Ferreira Lage vão voltando a exibir os revestimentos originais. Em um espaço minúsculo, duas funcionárias cuidam da retirada da pintura que está com o verniz oxidado. O delicado trabalho na área já dura seis dias e será realizado em todos os ambientes do edifício histórico. Na manhã de ontem, a imprensa visitou as obras de restauro do conjunto arquitetônico, acompanhada do Prefeito Bruno Siqueira. Com o montante de R$ 5 milhões liberado pelo Governo do Estado em 2013 mais R$ 500 mil de contrapartida da Prefeitura, também estão sendo feitos a remoção dos papéis de parede, a reestruturação do prédio e os reparos nos telhados, janelas e portas. No prédio Mariano Procópio, as intervenções estão concentradas no lanternim e na claraboia, que estão escorados por andaimes gigantes.

PUBLICIDADE

A intenção, segundo Siqueira, é reabrir o Museu em 2015 para restauro visitável. “É um trabalho criterioso, que requer paciência. Vamos fazer o que for preciso para que grupos possam, de forma ordenada, conhecer o nosso acervo e verificar o andamento das obras”, diz ele, destacando a necessidade de captar recursos para a conclusão total da restauração. Conforme já divulgado pela Tribuna, estima-se que, para a completa reabertura, é necessário chegar à casa dos R$ 30 milhões. “Os R$ 5,5 milhões são expressivos, porém não é só o que precisamos. Por exemplo, este é o montante que conseguimos com o Governo do Estado para abrir o Teatro Paschoal Carlos Magno. Estamos atuando com três situações específicas de maior vulto: captação de recursos com o Estado, com o Governo federal e com a iniciativa privada, por meio da Lei Rouanet. Estamos verificando a liberação de algumas emendas parlamentares, mas isso depende mais dos parlamentares do que da Prefeitura”, completa Bruno.

Contando com a experiência acumulada no Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional, Silvia Puccioni trouxe para a Villa a mesma técnica de estabilização de solo já executada em vários pontos do Brasil, como na matriz de Santo Antônio, em Tiradentes, e na matriz de Valença/RJ. O procedimento está sendo realizado no entorno do imóvel e na parte interna do porão, onde funcionava a área de serviço. “É um tipo de intervenção que conserta o solo e faz com que o edifício fique estabilizado sem substituir o seu tecido histórico”, comenta ela, que foi contratada para prestar consultoria ao museu. “A Villa estava muito fissurada. Se não iniciássemos as intervenções, certamente o prédio cederia. É uma estrutura complexa, porque associa vários materiais, como tijolos, pedra e madeira.”

De acordo com o arquiteto Vinicius Ramos Alonso, da empresa Concrejato, o objetivo é preservar a autenticidade do bem. “A ideia é resgatar dois momentos da casa. O inicial, de 1861, e uma segunda intervenção feita pela mulher do Mariano Procópio, em 1882. Ela trouxe um pouco mais de luxo para o imóvel. Tentaremos remover o que foi adicionado depois disso”, explica ele.

PUBLICIDADE

A decisão de impedir a circulação pelo conjunto arquitetônico ocorreu em 2008. Até então, desde janeiro de 1983, quando o local foi reaberto após ter sido fechado durante 12 meses também para obras, os vários problemas de infraestrutura se arrastavam a olhos vistos. Em um dos momentos mais graves, o forro do teto desabou. Falta de funcionários também provocou a paralisação das atividades. Desta vez, o parque foi fechado em setembro de 2006, tendo um terço reaberto no segundo semestre de 2008. Neste mesmo ano, em janeiro, o prédio Mariano Procópio, por apresentar trincas e fissuras, também foi trancado. Dois meses depois, devido a vazamentos de água em vários cômodos e queda de estuques, após forte chuva, a Villa teve suas portas cerradas.

Sair da versão mobile