Ícone do site Tribuna de Minas

Museu Ferroviário de Juiz de Fora terá prédio restaurado em obra financiada pela MRS

PUBLICIDADE

O Museu Ferroviário de Juiz de Fora passará por uma reforma e restauro de sua estrutura física. A intervenção, financiada pela MRS Logística, foi anunciada pela Prefeitura nesta segunda-feira (17), Dia Nacional do Patrimônio Histórico. Segundo a Fundação Cultural Alfredo Ferreira Lage (Funalfa), responsável pela gestão do espaço, a intervenção entra agora na fase de execução.

O anúncio ocorre após negociações envolvendo a Prefeitura, o Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes (DNIT) e a MRS. Em vídeo publicado nas redes sociais da Funalfa, o diretor-geral da fundação, Rogério Freitas, afirmou que o entendimento entre as instituições permitirá a recuperação do prédio que abriga o museu.

PUBLICIDADE

“Após a conclusão das conversas, negociações entre o DNIT, a Prefeitura e a MRS, estamos anunciando hoje que o Museu Ferroviário de Juiz de Fora, que é um museu muito querido pela população de Juiz de Fora, com peças importantíssimas, funciona aqui na antiga estação ferroviária, será restaurado toda a parte física do prédio do museu e em breve nós estaremos entregando todo esse complexo restaurado.”

No anúncio divulgado pela Prefeitura, não foram detalhados o valor destinado à intervenção, o prazo previsto para a conclusão dos serviços nem possíveis mudanças no funcionamento do museu durante a execução das obras.

Museu Ferroviário de Juiz de Fora reúne acervo ligado à memória e à história das ferrovias na cidade (Foto: PJF/ Divulgação)

Reforma é anunciada às vésperas dos 23 anos do museu

A intervenção também marca o aniversário de 23 anos do Museu Ferroviário, celebrado na próxima sexta-feira (21). A proximidade das datas foi destacada pela Prefeitura ao apresentar o restauro como uma ação voltada não apenas à conservação da construção, mas à continuidade do uso cultural do patrimônio.

Gerente de relacionamento institucional da MRS Logística em Minas Gerais, Carla Costa afirmou que a participação da empresa está relacionada à preservação da memória ferroviária e à manutenção do espaço como equipamento acessível à população.

PUBLICIDADE

“Essa obra de restauro e modernização desse museu vai muito além da preservação desse patrimônio físico. Quando a gente garante que esse ativo permaneça vivo, acessível, integrado às políticas públicas de cultura, a MRS de fato abraça, apoia, gosta de apoiar iniciativas que preservam a memória ferroviária”, declarou em vídeo divulgado pela Funalfa.

Além da função museológica, o espaço é utilizado para visitas guiadas e ações de educação patrimonial. Segundo a Funalfa, a proposta das atividades é aproximar os visitantes da história das ferrovias e de seus impactos sociais e econômicos em Juiz de Fora e no país.

PUBLICIDADE

Prédio e acervo preservam trajetória ferroviária da cidade

Instalado na antiga sede da Estrada de Ferro Leopoldina, o Museu Ferroviário foi inaugurado em agosto de 2003, após um processo de revitalização e modernização do espaço. Conforme informações da Funalfa, tanto a edificação quanto o acervo são tombados pelo Instituto Estadual do Patrimônio Histórico e Artístico de Minas Gerais (Iepha-MG), e o prédio também conta com proteção municipal.

O acervo reúne 400 peças relacionadas à trajetória das ferrovias, entre mobiliário, instrumentos de trabalho e comunicação, livros técnicos, fotografias, equipamentos científicos, louças e miniaturas. Na área externa, ainda estão expostas duas locomotivas a vapor originais. O material é distribuído em cinco salas temáticas que apresentam desde a história da ferrovia até aspectos tecnológicos e do cotidiano dos trabalhadores ferroviários.

Parte das peças foi formada também a partir de doações de famílias de ferroviários de Juiz de Fora e da região. Além de preservar esse conjunto, o espaço mantém atividades de educação patrimonial e recebe ações culturais e de lazer. A Funalfa informa que o equipamento conta ainda com a Estação Arte, composta por anfiteatro e sala de multimeios destinados a atividades artísticas e culturais.

PUBLICIDADE

*Estagiário sob supervisão da editora Cecília Itaborahy

Sair da versão mobile