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Zé canta Tim

integrantes da ze do black prometem abordar todas as fases de tim maia em show neste sabado divulgacao

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Integrantes da Zé do Black prometem abordar todas as fases de Tim Maia em show neste sábado (Divulgação)
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Integrantes da Zé do Black prometem abordar todas as fases de Tim Maia em show neste sábado (Divulgação)

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Ele tinha muitas caras, mas uma digital única. Tim Maia, o carioca da Tijuca que mudou a música popular brasileira após uma viagem aos Estados Unidos, flertou com diferentes gêneros musicais sem nunca ter se distanciado das raízes negras. Dono de um suingue marcante no cancioneiro nacional, ele foi precursor ao definir os rumos de uma black music em tons verde e amarelo. Conhecido como Síndico, o artista morto em 1998 fez história e discípulos. “No Brasil, ele é nossa grande referência no soul. Ele trouxe o gênero nos anos 1970 e nunca se distanciou disso. Depois dele, vieram a Sandra de Sá, o Gerson King Combo e Seu Jorge, dentre muitos outros expoentes”, comenta Carla Detoni, baterista da banda Zé do Black, que reverencia o mestre em show na Sociedade Filarmônica neste sábado.

“Já temos mais de dez anos de estrada e sempre trabalhamos com a identidade black. Depois de um tempo parados, decidimos fazer esse tributo ao Tim Maia, que é nosso grande ídolo. Levantamos repertório e informações para abordar todas as fases – das músicas do início da carreira à fase Racional, chegando aos anos 1990”, aponta Carla, que divide o palco com Tiago Sozzi Barata (baixo), Ícaro Rodrigues (sax), Celso Moreira Jr. (guitarra), Rodrigo Mendes (teclados) e Elmir Santos (voz). Formado em 2003, o grupo sempre trouxe para a cena nomes de peso, como Aretha Franklin e Sandra de Sá, vozes que extrapolaram as ondas sonoras das rádios e ecoaram como ativistas no meio cultural.

Sempre à vista

Para além dos holofotes, Tim Mais também se firmou como uma das personalidades mais controversas da música nacional. Era de grandes rompantes, faltava a muitos shows e sempre se jogava de cabeça em novos projetos. Também era amável e um natural agitador, personagem de grandes aventuras na noite carioca. Em “Vale tudo – O som e a fúria de Tim Maia”, biografia escrita pelo jornalista e crítico Nelson Motta, estão lá suas muitas facetas dentro e fora do palco. O livro serviu como norte para o Zé do Black quando deram início às pesquisas para o tributo.

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“Tentamos transmitir ao público a essência de um artista original”, conta a baterista Carla Detoni. “O Tim Maia era um cara versátil. Teve uma extensão vocal muito grande, indo do grave ao agudo com facilidade. As músicas dele tinham esse diferencial, além da criatividade. Ele trouxe o soul e introduziu ritmos do Brasil”, acrescenta ela, que, para alcançar a virtuose do ídolo convidou os colegas Giuliana Giudice, Silvéria Castañon e Marcão (da banda Tráfico de Rock) para a apresentação.

Partindo da obra e falando da vida, os músicos de Juiz de Fora perseguem um artista em sua integridade. “Por ser um show num teatro, pensamos em contar a vida dele em vídeos e intervenções poéticas. Nos demos a liberdade de fazer releituras, trazendo a nossa experiência para o palco. Alguns arranjos ficaram com a nossa cara”, observa Carla, para logo revelar algumas das escolhas. “Gosto muito, na fase Racional, de ‘Guiné Bissau, Moçambique e Angola’. ‘Sossego’ é outra boa pedida, uma canção com um acorde apenas, mas feita com muita criatividade. Entre as românticas, destaco ‘Primavera’, que não é dele, mas ficou marcante em sua voz.”

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